Flu compra briga com ex-funcionários

O Fluminense está comprando briga com seus ex-funcionários. Poucos dias após dispensar o técnico Oswaldo de Oliveira e o supervisor de Futebol Paulo Angioni, há dois meses, a diretoria do clube publicou nos classificados de um jornal carioca um pequeno anúncio solicitando o comparecimento do treinador e seus auxiliares e de Angioni, "sob pena de ficar caracterizado o abandono de emprego, de acordo com o art. 482, Letra I da CLT". Segundo os envolvidos, porém, houve acordo para a saída do clube. O advogado do clube, Marcus Donnici, explicou que "foi feito acordo verbal entre as partes e que o Fluminense pagaria salário até 30 de abril." O contrato de todos terminaria, contudo, apenas em dezembro. Oswaldo, por exemplo, logo em seguida assinou com o São Paulo. "Caberia ao advogado do Oswaldo e do Angioni trazer um contrato para que fizéssemos um acordo por escrito, para que acertássemos tudo, mas não trouxe." Segundo Donnici, passou-se um bom tempo e ninguém entrou em contato com o Fluminense. Assim, os dirigentes do clube começaram a desconfiar que Angioni, Oliveira e seus assistentes poderiam entrar na Justiça pleiteando salários até o fim do ano. O advogado lembrou que, em tempos passados, com outros treinadores, foi feito acordo verbal, mas não foi cumprido. "Publicamos o anúncio apenas para resguardar os direitos do Fluminense." Seria uma arma do clube contra um possível processo. Paulo Angioni ficou irritado quando soube da medida adotada pelos comandantes da agremiação carioca."Estou decepcionado. Foi uma estratégia não muito satisfatória, em que faltou ética", afirmou. "É uma atitude que não condiz com a grandiosidade do Fluminense." O ex-supervisor do clube revelou que já estava agendada uma reunião com o presidente David Fischel para quinta-feira, às 19 horas. "É estranho que isso tenha acontecido. Já estávamos próximos de um acordo amigável." Atualmente no São Paulo, Oswaldo de Oliveira contou que os dirigentes do Fluminense lhe chamaram ao lado dos outros componentes da comissão técnica, há dois meses, para anunciar a dispensa. "Falaram que estávamos saindo, só que não deram baixa na carteira de trabalho." Oswaldo preferiu não entrar em detalhes. Antes, quer conversar com seus advogados.

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