Flu quebra jejum de três anos e vence o Vasco

Com a vitória por 2 a 1, time tricolor chega a 13 pontos e lidera o Grupo A; Vasco é segundo no Grupo B

Leonardo Maia, O Estado de S. Paulo

23 de março de 2008 | 20h24

O Fluminense saiu vitorioso do clássico contra o Vasco, neste domingo, no Maracanã, pela quinta rodada da Taça Rio: 2 a 1. O time tricolor chega aos 13 pontos e lidera o Grupo A, enquanto quebra um jejum de três anos, uma vez que não derrotava o rival desde 2005. Já o Vasco fica com 12 pontos no Grupo B, três a menos que o líder Botafogo.   Veja também:  Botafogo goleia o Macaé por 7 a 0 na Taça Rio   A valentia do técnico vascaíno, Alfredo Sampaio, ficou só no discurso ao longo da semana. Prometendo um time ofensivo, Sampaio mandou a campo formação com dois volantes, barrando os meias ofensivos Leandro Bomfim e Alex Texeira. Já Renato Gaúcho mandou o que tem de melhor, repetindo a equipe que venceu o Libertad, pela Libertadores, no meio de semana. Não por acaso, o Tricolor rapidamente passou a dominar as ações, com mais presença no meio-campo.   Aos poucos, o Vasco foi se estabilizando em campo e equilibrou a partida, concentrando as investidas ao ataque pelo lado direito, com Wágner Diniz e Morais.   O primeiro susto foi cortesia de Edmundo. Ele chutou de fora da área, aos 20 minutos, e o goleiro Fernando Henrique fez a defesa parecer mais difícil do que realmente era. O contra-golpe foi mortal. Thiago Neves recebeu na direita, cortou fácil Amaral e chutou. Tiago não conseguiu segurar o arremate defensável, aos 23 minutos.   Precisou sair em desvantagem para Sampaio perceber o erro. De pronto, tirou Amaral e colocou o ligeiro Alex Teixeira, que quase empatou aos 44 minutos, Alex Teixieira foi lançado na área, mas Fernando Henrique fechou bem o ângulo. Já nos acréscimos, o juiz ignorou pênalti em Junior Cesar.   Com a vantagem, o Tricolor era mais cauteloso e esperava os avanços do adversário para arriscar no contra-ataque. Mas os jogadores cruzmaltinos tinham muita dificuldade em superar o bloqueio do Fluminense. A melhor opção continuava sendo as tabelas entre Morais e Wágner Diniz. O lado esquerdo vascaíno era inexistente.   Conca, em jogada individual, quase ampliou aos 12, mas a bola tirou tinta da trave. Pelo mesmo setor, o lado esquerdo da defesa vascaína, Thiago Neves cortou Jorge Luiz, no mano a mano, e apenas rolou para Washington tocou para o gol vazio, um minuto depois. O nono gol do artilheiro no torneio.   O Vasco, sem outra alternativa, ia para o tudo ou nada. O time da Cruz de Malta tentava a reação, mas sem qualidade. Cercava a área oponente mas não criava chance real de perigo.  Fluminense 2 Fernando Henrique; Gabriel, Thiago Silva    , Luiz Alberto e Junior Cesar    ; Ygor, Arouca (Maurício), Conca e Thiago Neves (Tartá); Cícero e Washington (Fabinho    ). Técnico: Renato Gaúcho.  Vasco 1 Tiago; Wagner Diniz    , Eduardo, Jorge Luiz e Calisto; Jonílson    , Amaral (Alex Teixeira), Beto (Souza) e Morais    ; Edmundo e Alan Kardec (Jean). Técnico: Alfredo Sampaio. Gols: Thiago Neves, aos 23 minutos do primeiro tempo. Washington, aos 15 minutos; Edmundo, aos 49 do segundo tempo. Árbitro: Djalma Beltrami. Renda: Não disponívelPúblico: Não disponívelEstádio: Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ)   Nos acréscimos, Wágner Diniz fez boa jogada e sofreu pênalti de Fabinho. Edmundo cobrou e diminuiu. Mas serviu apenas para apazigüar o orgulho vascaíno.   BRIGASA Polícia Militar teve que lidar com confrontos entre torcedores do Vasco e do Fluminense em quatro bairros da zona sul: Catete, Laranjeiras, Largo do Machado, e Botafogo. Um tiroteio teria ocorrido no Catete, próximo ao Morro Tavares Bastos, mas sem baleados. Em torno de 20 pessoas foram detidas pela Polícia após os confrontos, que ocorreram antes do jogo começar.   As brigas deixaram pelo menos um ferido. De acordo com o 2º Batalhão da Polícia Militar (Botafogo), o vascaíno identificado como Eduardo Dubles Junges, de 26 anos, sofreu ferimentos leves pelo corpo, sendo atendido no Hospital Rocha Maia, em Botafogo, e liberado ainda no domingo.

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