Fluminense aposta na estreia de Luxemburgo para reagir

Cinco derrotas seguidas indicavam mudanças no Fluminense. E tudo foi muito rápido. Demitido na segunda-feira, o técnico Abel Braga deixou a vaga para Vanderlei Luxemburgo, que chegou às Laranjeiras na tarde de terça para iniciar uma nova etapa em sua longa carreira profissional. Conversou com os jogadores no vestiário, depois reuniu os 11 titulares e comandou um coletivo de 45 minutos. A estreia será já na noite desta quarta.

SÍLVIO BARSETTI, Agência Estado

31 de julho de 2013 | 07h34

O Fluminense tem pressa. Ocupa a zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro, com apenas nove pontos em nove rodadas. E conta com a estreia de Luxemburgo, nesta quarta-feira, diante do Cruzeiro, a partir das 19h30, no Maracanã, para começar a reação.

Demitido do Grêmio no mês passado, após fracassar no Campeonato Gaúcho e na Libertadores, Luxemburgo teve um dia intenso na terça-feira. Na entrevista coletiva no fim da tarde, demonstrou bom humor e teve de explicar aos torcedores como vai ser a sua relação com seu time de coração, o Flamengo, durante a permanência no rival Fluminense - o contrato assinado vale até o final do ano e não haverá multa em caso de rescisão. "Não vou abrir mão de ser flamenguista e quero dar ''porrada'' neles. Vou ''sapecar'' como fiz quando estava no Santos. Conquistei alguns títulos derrotando o Flamengo", lembrou o treinador.

Ele ganhou uma disputa que parecia já definida por questões óbvias. O poderoso patrocinador do Fluminense queria Luxemburgo para o lugar de Abel Braga. Já a diretoria do clube preferia Ney Franco ou Cristóvão Borges. Prevaleceu a lógica: manda quem paga. E o salário do novo técnico vai ser de responsabilidade da empresa de saúde que estampa o nome na camisa do time.

Para enfrentar o Cruzeiro, Luxemburgo fez apenas uma mudança com relação à equipe que Abel Braga vinha escalando: trocou o zagueiro Digão por Leandro Euzébio. No treino, o novo técnico recebeu o apoio da maioria dos torcedores - cerca de 400, ao todo - que ocupavam a arquibancada do estádio do Fluminense. Alguns o aplaudiram, outros tentaram contagiar os demais com cânticos de incentivo. O frio nas Laranjeiras, no entanto, deixou boa parte deles apenas em estado de observação - pareciam mais preocupados em fugir do vento e da queda de temperatura.

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