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Fluminense e Atlético-PR decidem a Primeira Liga em Juiz de Fora

Dirigentes fazem balanço positivo da 1ª edição da competição

Almir Leite, O Estado de S.Paulo

20 de abril de 2016 | 07h00

Dentro de campo, Fluminense e Atlético-PR decidem nesta quarta-feira, às 21h45, em Juiz de Fora, o título da Primeira Liga. Fora, dirigentes de clubes e da entidade criada com planos de no futuro dar novo sentido de organização do futebol brasileiro fazem um balanço positivo da experiência inicial. Consideram que o torneio, feito no peito e na raça, com resistência da CBF e boicote do presidente da federação do Estado do Rio cumpriu o objetivo.

A Primeira Liga chega ao fim com média cerca de 12 mil torcedores por partida (considerando-se os 20 jogos realizados antes da decisão pelos 12 times participantes) e quatro parceiros, sendo que dois deles chegaram após o início da competição. O dinheiro foi curto, mas os executivos da entidade garantem que nenhum clube teve prejuízo por disputar o torneio.

"Ninguém pagou para jogar. Desde o início, havia por parte dos clubes uma disposição dos clubes de fazer o torneio independentemente de dinheiro", disse o diretor jurídico da Liga, Eduardo Carlezzo. "Mas no fim das contas, tudo se pagou.''

A entidade não divulga dos valores de seus contratos. No mercado, a informação é de que a Globo pagou R$ 5 milhões pelo direito de transmissão dos jogos, por meio do SporTV.  O valor do acordo com a cervejaria detentora da marca Kaiser para venda de produtos e exibição de placas nas partidas não foi revelado.

A Liga também firmou parceria com a Pênalty, que cede as bolas para o torneio sem fazer aporte financeiro, e com o Twitter, que divulga as atividades dos clubes na rede social.

A premiação aos clubes também é modesta. O campeão esta noite ganhará um cheque de R$ 500 mil; o vice, de R$ 120 mil. Além disso, a renda dos jogos foi do mandante e o preço baixo dos ingressos ajudou a levar público aos estádios. A partida entre Atlético-PR e Criciúma na primeira fase, teve 33.270 pagantes (entrada a R$ 40). A final de hoje tem ingresso ao preço máximo de R$ 30.

Se este ano a Liga teve problemas como a relutância da CBF em autorizar o torneio - inicialmente havia proibido e depois autorizou como disputa amistosa -, a dificuldade imposta pela Ferj a Flamengo e Fluminense, abrindo no começo apenas duas datas para que esses clubes jogassem a Primeira Liga, e o encavalamento do calendário, que fez o clássico Gre-Nal valer pelo torneio e também pelo Campeonato Gaúcho, em 2017 a situação deve melhorar. Isso porque a CBF já concordou em colocar a competição no calendário oficial da entidade.

A consequência é que novos parceiros/patrocinadores serão atraídos e o torneio crescerá. "Podemos e queremos avançar na organização e vamos fazer isso. Avançar, inovar", garante Carlezzo. "A Primeira Liga foi criada com a intenção de modernizar o futebol brasileiro", resume Gilvan Pinho Tavares, presidente da entidade e do Cruzeiro.

Algumas novidades serão apresentadas segunda-feira, na festa de encerramento deste primeiro torneio, que será realizada no Museu do Amanhã, no Rio.  Os detalhes são mantidos em segredo, mas o torneio de 2017, segundo apurou o Estado, terá 16 clubes. Um novo contrato de TV, como nova emissora, também não está descartado.

A Liga só não conseguirá atrair times de São Paulo. A boa premiação do Paulistão e cota de TV paga pelo Estadual inviabilizam a participação de times paulistas.

DECISÃO

Fluminense e Atlético-PR terão força máxima esta noite - o Tricolor não terá Fred, que cumprirá a última partida das quatro de suspensão que recebeu por ter agredido o lateral-direito Léo, do time paranaense, na estreia das duas equipes na competição.

O técnico Levir Culpi considera o título importante, tanto que poupou vários jogadores domingo, na decisão da Taça Guanabara contra o Vasco.  No Atlético-PR Walter deve começar no banco, mas, como está em má fase, não tem sido escalado como titular pelo técnico Paulo Autuori.

Caso a partida termine empatada esta noite, a decisão do título será nos pênaltis.

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