Marcos de Paula/AE
Marcos de Paula/AE

Fluminense empata outra no Rio e se complica na Copa Libertadores

Equipe do técnico Muricy Ramalho não passa do 0 a 0 com o Nacional do Uruguai, no Engenhão

BRUNO LOUSADA, Agência Estado

24 de fevereiro de 2011 | 00h22

RIO - Depois da eliminação para o Boavista na semifinal da Taça Guanabara, no último fim de semana, o Fluminense voltou a decepcionar sua torcida nesta quarta-feira: não saiu de um empate sem gols com o Nacional (do Uruguai), no Engenhão, pela segunda rodada da fase de grupos da Copa Libertadores.

Com isso, complicou sua situação na competição, pois não venceu as duas primeiras rodadas disputadas no Rio - já havia tropeçado contra o Argentinos Juniors (2 a 2) - e precisa se reabilitar no jogo da próxima semana, contra o Américo do México, fora de casa.

"Não foi o resultado que esperávamos, mas temos que trabalhar para reverter isso", disse o atacante Tartá, enquanto ouvia a torcida vaiar a equipe, após o apito final. "Contra o América vai ser a partida das nossas vidas", definiu o volante Diguinho, certo de que a equipe precisa melhorar seu rendimento.

Com muitos desfalques no ataque, por conta da contusão de Fred, Rodriguinho e Emerson, o técnico Muricy Ramalho escalou o Fluminense num esquema cauteloso: 3-6-1. Essa formação não funcionou no primeiro tempo. A equipe tricolor teve maior posse de bola, porém não conseguiu criar quase nada. O artilheiro Rafael Moura ficou isolado e participou muito pouco do jogo até o intervalo.

"A gente já sabia que eles viriam fechadinhos e que teríamos dificuldade. Temos que nos acertar no vestiário. Precisamos muito da vitória", disse o atacante Rafael Moura, antes de o jogo recomeçar.

No segundo tempo, Muricy armou o Fluminense para o tudo ou nada. Tirou o volante Valencia e o zagueiro Digão e pôs os atacantes Tartá e Araújo. A equipe carioca melhorou de certa forma. Passou, ao menos, a sufocar o Nacional, que só ameaçou uma vez: em um contra-ataque desperdiçado pelo atacante Garcia.

Foi um verdadeiro ataque contra defesa. A cada minuto que passava e a bola não entrava, o time tricolor demonstrava mais nervosismo e não parava de insistir na jogada aérea. Mas o gol não saiu.

Outros jogos. Também nesta quarta, pelo Grupo 7, o mesmo do Cruzeiro, o Estudiantes derrotou o Deportes Tolima, algoz do Corinthians, por 1 a 0, em La Plata, na Argentina. Pelo Grupo 2, o mesmo do Grêmio, no Peru, o León de Huánuco bateu o Oriente Petrolero, da Bolívia, por 1 a 0.

FLUMINENSE - 0 - Ricardo Berna; Digão (Araújo), Gum e Leandro Euzébio; Mariano, Valencia (Tartá), Diguinho, Marquinho (Souza), Conca e Carlinhos; Rafael Moura. Técnico - Muricy Ramalho.

NACIONAL - 0 - Burián; Gabriel Marques, Lembo, Coates e Nuñez; Pereyra, Píris e Cabrera (Calzada); Viudez (Cordoba), Fornaroli (Garcia) e Vigneri. Técnico - Juan Ramon Carrasco.

Árbitro - Carlos Amarilla (PAR). Cartões amarelos - Píris, Fornaroli, Conca, Leandro Euzébio, Rafael Moura, Garcia e Cabrera. Renda e público - Não disponíveis. Local - Estádio do Engenhão, no Rio.

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