Mailson Santana/Fluminense FC
Mailson Santana/Fluminense FC

Fluminense exalta vantagem na altitude de Quito, contra a Universidad Católica

Clube carioca muda dois nomes de lista da Copa Sul-Americana antes de defender vantagem de 4 a 0 construída na ida

Estadão Conteúdo

24 de julho de 2017 | 18h20

O Fluminense deu um enorme passo para avançar às oitavas de final da Copa Sul-Americana ao golear a Universidad Católica-EQU por 4 a 0, no último dia 29 de junho, no Maracanã. E nesta quarta-feira, a partir das 19h15 (horário de Brasília), jogará em Quito para confirmar sua classificação à próxima fase no confronto de volta entre os dois times pela competição continental. Ao projetarem o duelo, membros da comissão técnica da equipe carioca exaltaram o peso que o placar elástico teve para os tricolores, tendo em vista as dificuldades que serão impostas pela altitude de 2.850 metros da capital equatoriana.

Juliano Spineti, fisiologista do Fluminense, ressaltou que a própria necessidade de o time equatoriano buscar uma goleada por pelo menos cinco gols para seguir vivo no torneio poderá facilitar a vida da equipe brasileira diante de um adversário que precisará se desgastar fisicamente para construir um placar elástico.

"Jogar com vantagem ajuda perfeitamente. A necessidade de construção do placar faz com que a exigência de alta intensidade seja maior, conforme nossas análises por GPS. Ter uma vantagem no placar é um fator que nos dá mais tranquilidade, pois acreditamos que os problemas sejam menores no dia do jogo", afirmou Spineti, por meio de declarações reproduzidas nesta segunda-feira pelo site oficial do Flu.

O profissional ainda ressaltou que "2.800 metros já são uma altitude considerada alta" e impõem dificuldades físicas aos jogadores, que acabam correndo menos do que normalmente correm em campo para poderem suportar esta exigência até o fim da partida. "Em decorrência disso a densidade de pressão atmosférica é menor e consequentemente a oferta de oxigênio também, cerca de 28% a menos do que ao nível do mar. Isso obviamente acarreta em modificação de performance. Há estudos que demonstram uma redução de 3 a 4% da distância total percorrida em times que não estão acostumados com essa altitude", completou.

Para poder se adaptar mais rapidamente à altitude de Quito, o elenco do Fluminense viajou seguiu nesta segunda-feira ao Equador, onde treinará no Estádio Olímpico Atahualpa, às 18h30 (de Brasília) desta terça, em uma atividade de reconhecimento do palco do confronto de quarta.

"Ressalto a importância de termos pelo menos um treino na altitude, para analisar a velocidade de bola e a possibilidade de pequena falta de ar ou não. Isso já gera uma adaptação para a partida de quarta-feira. Não há muito o que fazer em relação à preparação, tendo em vista o calendário super apertado que temos, já que jogamos no domingo e viajamos nesta segunda, a não ser ter uma adaptação de pré-jogo na altitude. Sono, hidratação e alimentação, recomendações básicas, vão seguir normalmente", enfatizou Manoel Santos, preparador físico do Fluminense.

NOVOS INSCRITOS

Antes de seguir para o Equador, Fluminense fez duas mudanças em sua lista de inscritos para a continuidade da Copa Sul-Americana. Vendido ao Bordeaux, o atacante Wellington Silva foi substituído por Peu, enquanto o lateral-esquerdo Lucas Fernandes, emprestado ao Atlético-PR, deu lugar a Marlon.

As mudanças na listagem se tornaram possíveis depois que a Conmebol liberou, em junho passado, que os times possam inscrever até seis jogadores nas oitavas de final da Copa Libertadores e também nesta segunda fase da Sul-Americana. Antes disso, apenas o máximo três mudanças em listas de inscritos eram permitidas e este número poderia subir apenas em caso de substituição de jogadores lesionados, o que foi o caso do volante Luiz Fernando, que sofreu séria lesão no joelho.

Justamente em junho, o Fluminense havia anunciado quatro alterações entre os seus inscritos, que ganhou as entradas do lateral-esquerdo Mascarenhas, do volante Marlon Freitas, do meia Luquinhas e do atacante Matheus Alessandro após as saídas de Osvaldo (que foi para o Sport), Maranhão (hoje na Ponte Preta) e Danielzinho (que se transferiou ao Oeste), além do próprio lesionado Luiz Fernando.

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