Fluminense joga fora pensando em voltar a ser o líder

Conhecedor dos corredores do Morumbi, Muricy Ramalho ainda mantém fortes laços com alguns jogadores do elenco do São Paulo, adversário deste domingo, às 17 horas, na Arena Barueri. Atualmente no Fluminense, o técnico guarda intimidade com aqueles que o ajudaram a conquistar o tricampeonato nacional (2006/07/08) pelo clube paulista, em especial com o goleiro Rogério Ceni, de quem é amigo pessoal.

LEONARDO MAIA, Agência Estado

21 de novembro de 2010 | 08h42

Não interpele Muricy, portanto, sobre a possibilidade desses atletas entrarem em campo apenas para fazer cena contra o clube tricolor carioca, com o intuito de prejudicar o rival Corinthians na luta pelo título. "Sempre perguntam sobre isso (um time entregar jogo) nessa época do ano e ninguém nunca prova nada. Isso me irrita porque coloca em dúvida a integridade das pessoas", rebateu o técnico. "Há coisas ruins no futebol, mas prefiro acreditar nas pessoas".

Nem mesmo o fato de que o São Paulo entrará em campo com remotas chances de classificação para a Copa Libertadores e com muitos desfalques convence Muricy de que sua equipe terá vida fácil na tentativa de retomar a liderança do Campeonato Brasileiro. Com 62 pontos, o Fluminense está um atrás do Corinthians, que pega o Vitória, em Salvador.

"O São Paulo é o melhor plantel do Brasil, ao lado do Internacional. Um grupo montado ao longo de cinco, seis anos. Nesses últimos dois anos sentiu um pouco as mudanças, mas está sempre chegando. Certamente os desfalques fazem falta, mas eles têm uma garotada muito boa. Vai ser um jogo muito difícil", previu o técnico, ciente de que sua equipe soma apenas duas vitórias nos últimos nove jogos e precisa mudar a tendência rapidamente para ficar com o caneco.

Justamente por isso, Muricy vai promover algumas mudanças com relação à equipe que apenas empatou com o Goiás, no último domingo. Com Emerson mais uma vez de fora com dores no tornozelo esquerdo, Muricy optou pela experiência e presença de área de Washington em vez da juventude de Tartá. Mesmo com o centroavante envolto em um jejum de 13 rodadas sem marcar.

Diguinho volta ao time no meio de campo e Deco, muito provavelmente, vai para o banco. Com isso, a equipe fica com uma formação cautelosa com três volantes, com o colombiano Valencia podendo ser utilizado também como terceiro zagueiro para liberar os avanços dos laterais Carlinhos e Mariano. A entrada de Deco deve ficar para o segundo tempo.

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