Fluminense muda local de treino e descarta greve de jogadores

Clube transfere trabalho para a Escola do Exército, na Urca, e garante que o time entrará em campo contra o Sport domingo

Marcio Dolzan, O Estado de S.Paulo

22 de agosto de 2014 | 18h08

Após ter o grupo de jogadores hostilizado no aeroporto do Rio por integrantes de organizadas na última quinta-feira, um dia após a derrota para a Chapecoense, a diretoria do Fluminense decidiu transferir o treino da tarde desta sexta para a Escola de Educação Física do Exército, na Urca, mesmo local onde a seleção da Inglaterra trabalhou durante a Copa do Mundo. O clube também assegurou que não haverá greve dos jogadores no domingo, depois de o atacante Fred, indignado com a atitude dos torcedores, ter dito que o time poderia não entrar em campo contra o Sport, no Maracanã, pelo Campeonato Brasileiro, como forma de protesto.

"Foi uma medida para termos paz para trabalhar neste momento", admitiu o vice-presidente de futebol do clube, Mário Bittencourt, sobre a mudança de local do treinamento. "Não vamos reverter a situação, voltar a vencer, trabalhando com ambiente de intranquilidade."

Bittencourt destacou que todos os torcedores têm direito de protestar, mas condenou os excessos. "Foi uma manifestação lamentável, de gente que se diz torcedor do Fluminense", comentou. Ele assegurou ainda que o clube está analisando as imagens de TV para tentar identificar os integrantes do protesto. "Está entregue ao departamento jurídico e à segurança. Essa identificação está sendo feita por esses profissionais."

O dirigente também descartou com veemência a chance de o time não entrar em campo contra o Sport, domingo. Na quinta-feira, ainda no aeroporto, o atacante Fred publicou texto em uma rede social deixando a possibilidade em aberto. "A declaração do Fred é uma posição dele, pessoal. O Fluminense já se posicionou e o resto vamos resolver internamente. Chance zero (de greve)."

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