Fluminense/ Divulgação
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Fluminense pede desculpas por gritos de 'time assassino' contra equipe do Flamengo

Clube afirma que ação dos seus torcedores 'soou excessiva' e relembra solidariedade às vítimas do Ninho do Urubu

Redação, O Estado de S.Paulo

30 de janeiro de 2020 | 18h35

Em nota oficial, o Fluminense pediu desculpas pelos gritos de "time assassino" por parte dos seus torcedores durante o clássico contra o Flamengo, nesta quarta-feira, no estádio do Maracanã. O clube afirmou que a ação dos seus fãs "soou excessiva" e relembrou que se manifestou em solidariedade às vítimas da tragédia ocorrida no Ninho do Urubu.

"O fato do clube da Gávea ainda não ter resolvido a questão com todas as famílias, o que não deve ser avaliado por nós, mas sim pelos órgãos competentes, não nos dá o direito de manifestações ofensivas neste sentido, até mesmo porque temos a certeza de que independentemente da responsabilização da instituição na esfera legal, não houve qualquer conduta intencional no triste incidente ocorrido", escreveu o Fluminense.

O clube ainda disse que as torcidas não podem "naturalizar a ofensa como forma de manifestação" e aproveitou a nota para lembrar que o mesmo cântico foi entoado por torcedores de outros times. Segundo o Fluminense, "sem qualquer repercussão ou cobrança da opinião pública e das mídias esportivas sobre o fato".

"Devemos lembrar casos passados e que não envolveram o Fluminense. Lembrar também de casos atuais. Em jogo recente contra o Flamengo, parte da torcida do Vasco entoou o mesmo cântico repetido ontem por parte da nossa torcida e não vimos qualquer repercussão ou cobrança da opinião pública e das mídias esportivas sobre o fato. Em síntese, não aceitamos que o Fluminense seja mais uma vez rotulado num caso onde todas as torcidas, sem exceção, estão envolvidas. Sem falar no racismo, na homofobia ou no insulto à honra que são costumeiros nos estádios por todo o mundo", disse. 

Confira a nota oficial

"O Fluminense Football Club manifestou desde o primeiro momento sua solidariedade com as vítimas da tragédia ocorrida no Ninho do Urubu. Portanto, não pode deixar de registrar a inadequação da manifestação de parte de sua torcida ontem, no Fla-Flu, pois soou excessiva ao chamar o Flamengo de time de assassinos.

O fato do clube da Gávea ainda não ter resolvido a questão com todas as famílias, o que não deve ser avaliado por nós, mas sim pelos órgãos competentes, não nos dá o direito de manifestações ofensivas neste sentido, até mesmo porque temos a certeza de que independentemente da responsabilização da instituição na esfera legal, não houve qualquer conduta intencional no triste incidente ocorrido.

Aliás temos a certeza de que não só as famílias sofrem com o que ocorreu. O clube sofre, os funcionários sofrem e os dirigentes também. Seremos sempre solidários.

O fortalecimento do futebol brasileiro passa pelo entendimento de que a paixão verdadeira, embora inevitavelmente distanciada da estrita racionalidade, não pode naturalizar a ofensa como forma de manifestação.

Mas, sem abrir mão do pedido de desculpas em nome de sua torcida, o Fluminense aproveita o fato para fazer um apelo de que cessem atitudes semelhantes por parte de todas as torcidas.

Sem nos estendermos, devemos lembrar casos passados e que não envolveram o Fluminense. Lembrar também de casos atuais. Em jogo recente contra o Flamengo, parte da torcida do Vasco entoou o mesmo cântico repetido ontem por parte da nossa torcida e não vimos qualquer repercussão ou cobrança da opinião pública e das mídias esportivas sobre o fato. Em síntese, não aceitamos que o Fluminense seja mais uma vez rotulado num caso onde todas as torcidas, sem exceção, estão envolvidas. Sem falar no racismo, na homofobia ou no insulto à honra que são costumeiros nos estádios por todo o mundo.

O futebol vive da paixão, mas assim como na vida, não pode se deixar capturar por ela de forma a justificar todo o tipo de atitude inadequada.

Por fim, após relembrar que casos como o de ontem são corriqueiros em todas a torcidas, rogamos para que os olhos e ouvidos da opinião pública e especialmente da imprensa esportiva, estejam sempre abertos e atentos a este tipo de conduta que envolva todo e qualquer clube de futebol"

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