Fluminense perde Libertadores nos pênaltis para LDU

Os mais de oitenta miltricolores que lotaram o Maracanã viram o Fluminense chegarmuito perto do título da Copa Libertadores pela primeira vez nahistória, mas deixaram os estádio arrasados com a derrota paraa Liga Deportiva Universitária nos pênaltis na madrugada destaquinta-feira. Depois de ter perdido por 4 x 2 no Equador o timebrasileiro conseguiu reverter a desvantagem jogando em casa evenceu por 3 x 1 no tempo normal, graças a três gols do meiaThiago Neves. Mas a recuperação foi em vão. Nas cobranças depênaltis o goleiro equatoriano Cevallos defendeu os chutes deConca, Thiago Neves e Washington, garantindo o primeiro títulode um clube do Equador na Libertadores. "A equipe tentou, buscamos os gols que estávamosprecisando, mas pênalti é loteria. Infelizmente não deu", disseo meia Cícero a jornalistas após a partida. Os mais torcedores do Tricolor pintaram o estádio de verde,branco e grená com camisas e bandeiras do clube e promoveramuma explosão de fogos das mesmas cores sobre o gramado.Sinalizadores escreveram "Fluminense" na arquibancada, e quandoo time entrou em campo, o tradicional pó-de-arroz tomou oestádio por completo. Apesar de precisar vencer por dois gols de diferença paralevar o jogo para a prorrogação, o Fluminense entrou em campoapenas com o camisa 9 Washington no ataque, apoiado pelos meiasCícero, Thiago Neves e Conca. Com apenas 5 minutos de jogo asituação ficou ainda mais delicada. Numa jogada de contra-ataque, o ala Guerrón recebeu peladireita, livrou-se da marcação de Ygor numa jogada dehabilidade, e rolou a bola para o meio da área. Bolaños bateuforte, no canto direito de Fernando Henrique. Com o gol da LDU,o time brasileiro passou a precisar marcar quatro vezes paraconquistar seu primeiro título da Libertadores. Mesmo com a vantagem na soma dos placares, a LDU continuoubuscando o ataque, e abriu espaços na defesa. Num momento dojogo em que as duas zagas apresentavam fraquezas, Thiago Nevesfez boa jogada individual na intermediaria, livrou-se domarcador, e bateu rasteiro no canto direito do goleiro,empatando aos 11 minutos para recolocar a equipe na partida. Depois que o técnico Renato Gaúcho mandou o reserva Dodôpara o aquecimento, aos 25 minutos, o Fluminense chegou aosegundo tirando proveito de uma falha da defesa equatoriana. Em cobrança de lateral pela esquerda, Júnior Césarencontrou Cícero atrás da zaga adversária. O meia cruzourasteiro para área e Thiago Neves teve apenas o trabalho deempurrar a bola para rede. Antes do final do primeiro tempo, o Fluminense aindareclamou de um pênalti de Ambrossi sobre Washington, mas oárbitro argentino Héctor Baldassi afastou os protestos. "Estamos jogando bem, estamos pressionando a LDU. É issoque o Renato pediu", disse o meia Thiago Neves, ao sair para ointervalo. DODÔ EM CAMPO Renato Gaúcho desmontou o esquema com três zagueiros para osegundo tempo, com a entrada do Dodô no lugar de Ygor. Logo aos7 minutos, o atacante invadiu a área pela direita e acertou atrave. A equipe equatoriana, ao contrário do primeiro tempo, encolheu-se na defesa e passou a atrasar a partida o máximo quepodia. O gol que levou o jogo para a prorrogação saiu aos 12minutos. Thiago Neves sofreu falta na entrada da área e elepróprio cobrou, com perfeição, no canto esquerdo do goleiroCevallos. O 3 x 1, que empatou o resultado agregado em 5 x 5,levou o Maracanã abaixo e empurrou o time para frente. Mas o Fluminense não conseguiu manter o mesmo ritmo, e deuespaço para a LDU crescer na partida. Não demorou e o timeequatoriano chegou perto de marcar, com Bieler acertando umchute na trave direita. Os dois tempos da prorrogação foram marcados pelo cansaçode ambas as partes. Até os quatro minutos finais. Primeiro aLDU teve um gol de cabeça de Bieler mal anulado porimpedimento, aos 11 minutos. E logo em seguida, Cevallosdefendeu de reflexo uma finalização a queima-roupa de ThiagoNeves. No último minuto, o zagueiro Luis Alberto ainda foi expulsoao cometer falta em Guerrón, que avançava em velocidade para aárea. O juiz apitou o fim após a cobrança acertar a barreira. PÊNALTIS Na cobrança dos pênaltis, apenas Cícero converteu peloFluminense. Urrutia, Sala e Guerrón marcaram pelosequatorianos, que tiveram o goleiro Cevallos como grande heróida decisão. O presidente do Fluminense, Roberto Horcades, criticou aarbitragem após a partida. "É um argentino safado, moleque. Oque foi isso que ele fez aqui?", disse ele, em referência a umpênalti em favor do Tricolor não assinalado na primeira etapa.

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