Juan Karita/AP
Juan Karita/AP

Fluminense sofre na altitude da Bolívia e perde, mas avança na Copa Sul-Americana

Depois de vencer o Nacional Potosí na ida por 3 a 0, time carioca segurou o rival boliviano o quanto pôde e mesmo com a derrota por 2 a 0 obteve a vaga

Estadão Conteúdo

11 Maio 2018 | 00h06

Em um dos estádios mais altos do mundo, na altitude de mais de 4 mil metros acima do nível do mar da cidade de Potosí, na Bolívia, o Fluminense sofreu muito em campo nesta quinta-feira, mas retorna ao Brasil com a vaga na segunda fase da Copa Sul-Americana. Depois de vencer o Nacional Potosí na ida por 3 a 0, no Rio de Janeiro, o time carioca segurou o rival boliviano o quanto pôde e mesmo com a derrota por 2 a 0 conseguiu a classificação.

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O adversário na segunda fase da competição, que terá 32 equipes - inclusive com 10 oriundas da Copa Libertadores - será conhecido em um sorteio no dia 4 de junho na sede da Conmebol, no Paraguai. Os jogos serão realizados apenas no final de julho, depois da Copa do Mundo na Rússia.

Assim, o Fluminense volta as atenções exclusivamente para o Campeonato Brasileiro. Na sétima colocação com sete pontos, após quatro rodadas, o time carioca terá pela frente agora o clássico contra o Botafogo, nesta segunda-feira, às 20 horas, no estádio do Engenhão, no Rio de Janeiro.

Antes da partida, o clube carioca já sofria com a logística para a partida. Minutos antes do apito inicial, mais problemas. O atacante Marcos Junior apresentou indisposição com os efeitos da altitude e foi cortado pelo técnico Abel Braga. Quem entrou em seu lugar foi Pablo Dyego.

No primeiro tempo, o Fluminense conseguiu controlar o ímpeto do Nacional Potosí. Cauteloso em campo, sem se expor muito e buscando apenas os contra-ataques, os brasileiros levaram alguns sustos em chutes do Nacional Potosí que passavam perto do gol ou paravam em defesas do goleiro Júlio César.

Logo na volta do intervalo, o Fluminense passou por apuros. Aos seis minutos, Harold Reina recebeu no espaço entre Marlon e Frazan e bateu cruzado para vencer Júlio César, abrindo o placar. Aos 15, Jadson cometeu pênalti e novamente Reina marcou.

Ainda faltavam mais de 30 minutos para acabar a partida e aí o Fluminense começou a ter as suas chances de gol com os espaços dados pelo Nacional Potosí, que só se preocupava em atacar. Nenhuma destas oportunidades foram na direção da meta defendida pelo goleiro Leonardo Romero, mas pelo menos fez o tempo passar e clube carioca pôde comemorar a classificação.

FICHA TÉCNICA

NACIONAL POTOSÍ 2 x 0 FLUMINENSE

NACIONAL POTOSÍ - Leonardo Romero; Saúl Torres, Luis Torrico, Montenegro (Velasco) e Víctor Galaín; Wilder Salazar, Paniagua e Brian Meza; Harold Reina, Piñero Da Silva (Gallegos) e Edson Pérez (Quiroga). Técnico: Edgardo Malvestiti.

FLUMINENSE - Júlio César; Renato Chaves, Gum e Frazan; Gilberto, Richard, Jadson, Sornoza (Mateus Norton) e Ayrton Lucas (Marlon); Pablo Dyego (Robinho) e Pedro. Técnico: Abel Braga.

GOLS - Harold Reina, aos 5 e aos 15 (pênalti) minutos do segundo tempo.

CARTÕES AMARELOS - Víctor Galaín (Nacional Potosí); Gum e Richard (Fluminense).

ÁRBITRO - Esteban Ostojich (Fifa/Uruguai).

RENDA E PÚBLICO - Não disponíveis.

LOCAL - Estádio Víctor Agustín Ugarte, em Potosí (Bolívia).

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