François Lo Presti/ AFP
François Lo Presti/ AFP

Focado, Neymar participa de 18 gols nos últimos 12 jogos do Paris Saint-Germain

Em nova posição, brasileiro recupera bom futebol e faz as pazes com imprensa e torcida na França

Redação, O Estado de S.Paulo

29 de janeiro de 2020 | 08h33

Sem polêmicas fora de campo e com boas atuações dentro dele, Neymar vem retomando o seu grande futebol na Europa. Depois de um primeiro semestre de 2019 decepcionante, com nome envolvido em uma acusação de estupro (que acabou arquivada por falta de provas) e sofrendo com lesões, que até o tiraram da conquista da Copa América, o atacante vive sua melhor fase no Paris Saint-Germain e já não pensa mais em uma possível transferência para voltar ao Barcelona.

Os números atestam a evolução. Desde quando voltou de uma lesão muscular, em novembro, Neymar participou de 12 jogos. Ao todo, foram 11 gols e 7 assistências distribuídas neste curto período. Em toda temporada 2019/2020, são 17 jogos e 15 gols anotados.

"Por que vou querer sair? Tenho mais dois anos de contrato e quero que a equipe continue progredindo. Meu objetivo é a Liga dos Campeões", disse o brasileiro em entrevista recente à revista France Football. O jogador também parece estar se cobrando menos, e isso tem refletido sem sua alegria em campo. "Eu nunca jogo para ser o número um. Faço isso porque amo futebol e me sinto feliz em campo."

A maior participação do camisa 10 nas vitórias também está relacionada à mudança tática promovida por  Thomas Tuchel. Neymar vem atuando como meia e principal criador de jogadas. O próprio treinador destacou o maior envolvimento de Neymar com a equipe. "Ele está 100% conosco. Está 100% no elenco. Ele ri e brinca e podemos contar com ele. Ele está totalmente lá com os colegas de time. Isso é normal, além de necessário. Ele é um cara muito sensível", destacou em entrevista coletiva. 

Esse lado mais amadurecido ficou claro na goleada do PSG sobre o Galatasaray, pela Liga dos Campeões, em novembro. No pênalti que decretou o último gol, Neymar entregou a bola para Cavani bater. O lance nem de longe lembrou o momento que os dois discutiram para ver quem cobraria uma simples falta, em 2017.

“Eu não fiz isso para me reconciliar com ninguém, meu primeiro pensamento é no grupo, na equipe. Individualismo no futebol não cabe. Se quisesse isso, jogaria tênis. Jogaria sozinho”, declarou Neymar, em entrevista ao Esporte Interativo após o jogo.

Elogios da imprensa e paz com a torcida

Depois de ser vaiado pelos torcedores do PSG e massacrado pela mídia francesa pelas constantes festas e por uma tentativa frustrada de voltar ao Barcelona na última janela de transferências, Neymar agora é elogiado. 

'O nascimento de um líder', dizia um artigo publicado este mês pelo jornal francês Le Parisien. “Irresistível em campo, finalmente em campo por dois meses seguidos, reconciliado com o público, a estrela brasileira do PSG assume um novo papel de líder de uma equipe pronta para lhe dar as chaves”, diz o texto.

Desde que se mudou para o Parque dos Príncipes em 2017, como jogador mais caro da história, custando 222 milhões de euros (R$ 824 milhões), Neymar contribuiu para 101 gols (66 gols e 35 assistências) em 75 partidas. A média de 0,88 gols e 0,46 assistências por jogo pelo clube parisiense é muito superior as registradas na época de Barcelona, onde ele marcou 0,56 gols por jogo e deu 0,4 assistências.

Líder disparado do campeonato francês, com 52 pontos - dez a mais que o vice-líder Olympique de Marselha -, o PSG volta a atuar pela Liga dos Campeões apenas no dia 18 de fevereiro, quando encara o Borussia Dortmund, no Westfalenstadion.

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