Hospital San Vicente Fundación de Rionegro/Reprodução
Hospital San Vicente Fundación de Rionegro/Reprodução

Médico relata 'alívio' de Follmann quando avião pousou em São Paulo

Primeiro sobrevivente da tragédia envolvendo o time da Chapecoense a voltar ao Brasil, jogador ainda passará por cirurgia no hospital Albert Einstein

O Estado de S.Paulo

13 de dezembro de 2016 | 01h02

O goleiro Jackson Follmann chegou nesta terça-feira ao Brasil, por volta de 0h20, no aeroporto de Congonhas. Ele é o primeiro dos quatro sobreviventes brasileiros do acidente aéreo que matou 71 pessoas no último dia 29, em avião que levava a delegação da Chapecoense para a Colômbia, a voltar para o País. Quase uma hora depois, o jogador foi levado por uma ambulância para o hospital Albert Einstein para realizar cirurgia na vértebra C2, da coluna vertebral. A operação, a ser realizada pelo ortopedista do Clube, é delicada e o hospital foi escolhido por ter equipamentos que ajudam no procedimento. 

Segundo o médico da equipe catarinense, Marcos André Sonagli, o atleta  parecia aliviado quando o avião chegou a São Paulo. "Ele não tinha expressão. A única coisa que vi foi ele soltando o ar. Ele estava segurando um pouco a respiração na hora do pouso e, quando o avião tocou o chão, ele soltou o ar. Então, sem dúvida, foi uma sensação de alívio", contou. "Estar próximo de casa também traz uma ânimo maior e traz uma responsabilidade para nós também. Com certeza, ele está mais feliz e isso vai ajudar na recuperação."

Sonagli, que acompanhou Follmann em todo o translado feito pelo em avião da Força Aérea Brasileira (FAB) desde a Colômbia, comemorou o retorno do atleta ao Brasil e elogiou toda a infraestrutura para que a viagem não prejudicasse a saúde do goleiro. "A partir do momento que a gente traz nossos quatro sobreviventes de volta, os três jogadores e o jornalista Rafael Henzel, a gente pode realmente comemorar a vitória. Hoje está sendo o primeiro gol, espero que nos próximos dias façamos o segundo, o terceiro e quarto", afirmou. "Novamente, quero agradecer a todos, é importante deixar claro que a segurança sempre foi a prioridade. Já estávamos na vigência de um milagre e não iríamos correr nenhum risco. Então, toda a operação de transporte foi feita com muita segurança e com todo apoio que precisávamos."

Follmann estava internado no hospital San Vicente, em Rionegro, na Colômbia. Ele foi levado de ambulância até o avião que deixou o país por volta das 16h25 (horário de Brasília). Em decorrência da tragédia, o goleiro teve de amputar uma parte da perna direita. 

Segundo a assessoria de imprensa da Chapecoense, nesta terça-feira chegarão em Chapecó o lateral Alan Ruschel e o jornalista Rafael Henzel, outros dois sobreviventes da tragédia. A previsão é que eles desembarquem, trazidos por jato ambulância, na cidade catarinense por volta das 20h. Ainda na pista do aeroporto, eles serão colocados em uma ambulância que levará os dois para hospitais da região.

Quanto ao zagueiro Neto, os médicos acreditam que ele precisará continuar hospitalizado por pelo menos mais três dias em Medellín. Ele foi a última pessoa a ser resgatada com vida no acidente e é o sobrevivente em estado de saúde mais delicado, embora já tenha deixado a condição do coma induzido, passando a respirar sem ajuda de aparelhos, o que inicialmente foi necessário em razão de uma infecção pulmonar.

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