Ciro Campos/Estadão
Ciro Campos/Estadão

Fonte Nova tem batucada e artigos religiosos antes de jogo da seleção

Capital baiana volta a receber partida da seleção brasileira após quatro anos

Ciro Campos, enviado especial a Salvador, O Estado de S. Paulo

18 de junho de 2019 | 21h03

A cidade de Salvador ficou mais movimentada, variada e colorida nesta terça-feira para receber o jogo pela Copa América entre Brasil e Venezuela, na Fonte Nova. Mesmo horas antes do início da partida as ruas ao redor do estádio ficaram com trânsito congestionado e receberam uma grande quantidade de torcedores, curiosos, vendedores e até membros de movimentos religiosos.

Logo na entrada principal da arena, próximo ao manancial do Dique do Tororó, os torcedores chegavam para o jogo e se deparavam com uma série de bancas e grupos de pessoas de diferentes denominações religiosas. Com trajes sociais, um grupo oferecia textos protestantes, enquanto a poucos metros de distância, uma banca pendurava em um varal improvisado guias religiosas, artigo bastante comum na umbanda e candomblé.

O pré-jogo na capital baiana teve muita música, é claro. Grupos de torcedores cantavam músicas da seleção brasileira, com o reforço do batuque e dos tambores tipicamente baianos. A animação começou logo cedo, ainda por volta das 17h30, quando as ruas ao redor da Fonte Nova foram fechadas para o tráfego de carros e restritas à circulação de torcedores com ingresso e pessoas credenciadas.

No entanto, vendedores ambulantes também atuavam na região. Um dos artigos mais procurados em Salvador foi o queijo coalho assado, preparado em um fogo improvisado com carvão dentro de uma pequena lata. Entre os doces, balas, chocolates, sorvetes e até grandes quantidades de amendoim, vendido ainda com casca.  

A expectativa do público baiano para receber a seleção brasileira após quatro anos fez a organização montar um esquema de segurança para as chegadas dos ônibus. Houve um grande perímetro de isolamento durante a chegada dos veículos de Brasil e Venezuela, o que frustrou quem queria se aproximar dos jogadores antes da partida.

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