Bruno Cantini/Divulgação
Bruno Cantini/Divulgação

Fora da Copa do Mundo, Réver festeja marca no Atlético-MG como 'consolo'

Zagueiro é o atleta da posição que mais marcou gols pelo clube, com 22 no total

Agência Estado

23 de maio de 2014 | 10h33

FEIRA DE SANTANA - Depois de ficar fora da lista de 23 convocados pelo técnico Luiz Felipe Scolari para a Copa do Mundo, o zagueiro Réver luta para recuperar o ânimo, pois fez parte do grupo da seleção que foi campeã da Copa das Confederações. Atrapalhado por uma lesão, ele segue focado em seu trabalho com no Atlético-MG e na última quinta-feira festejou uma marca importante com a camisa do clube, que de certa forma serve como "consolo" neste período final que antecede o Mundial.

Ao marcar no triunfo por 3 a 2 sobre o Vitória, em Feira de Santana (BA), pelo Campeonato Brasileiro, Réver se tornou o zagueiro com o maior número de gols na história do clube. Ele passou a acumular 22 bolas na rede e superou Luisinho, defensor que vestiu a camisa atleticana na década de 1980 e foi titular da inesquecível seleção brasileira que disputou a Copa do Mundo de 1982.

"Fico muito feliz por essa marca e por entrar mais uma vez para a história do Atlético por coisas boas. É muito bom conseguir isso em um clube como o Atlético, não é para qualquer um", afirmou Réver, que no ano passado se sagrou campeão da Copa Libertadores, título inédito obtido pelos atleticanos. "Estou muito feliz por passar o Luisinho e espero aumentar esse número para que a garotada que está subindo aí, como o Donato, o Gabriel, não me alcance", brincou o defensor.

O técnico Levir Culpi reconheceu que o fato de ficar fora da Copa do Mundo frustrou Réver, que foi atrapalhado por uma lesão mais grave na reta decisiva de preparação para a competição. E o treinador admitiu que a marca atingida nesta quinta-feira poderá dar novo ânimo ao atleta.

"O Réver é o capitão da equipe e esse gol, que acabou sendo o gol da vitória, pode representar uma mudança de astral. É claro que ele ficou um poco frustrado por não ter sido convocado para a Copa, não que tenha havido uma injustiça, mas ele se machucou e, se tivesse sido chamado, seria justo também. O gol pode dar um tranquilidade para ele continuar, traçar novos objetivos e se manter jogando firme. Foi o primeiro jogo dele depois da contusão e se manteve firme até o final. É o capitão e tem que ser exemplo para os outros. Espero que ele assuma essa responsabilidade porque precisamos dele", disse o treinador.

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