Werther Santana/AE
Werther Santana/AE

Fora da seleção, Ganso quer defender Santos na quinta

'Estou à disposição. Se o Muricy precisar, eu posso jogar', garantiu o jogador

VALÉRIA ZUKERAN, Agência Estado

13 de agosto de 2012 | 08h45

SÃO PAULO - Cortado da seleção brasileira após a derrota por 2 a 1 para o México, no último sábado, na final do futebol masculino da Olimpíada de Londres, Paulo Henrique Ganso desembarcou no Aeroporto Internacional de Cumbica, em Guarulhos (SP), nesta manhã de segunda-feira, e disse já estar pronto para voltar a defender o Santos. O meio-campista afirmou que poderá atuar pela equipe nesta quinta, contra o Figueirense, às 21 horas, em Florianópolis, pela 17.ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Embora tenha se recuperado de um problema muscular na coxa esquerda que chegou a colocar em risco a sua continuidade no grupo brasileiro que disputou os Jogos Olímpicos, Ganso acabou sendo desconvocado por Mano Menezes do amistoso que a seleção fará nesta quarta-feira, contra a Suécia, em Estocolmo. No último sábado, o treinador disse que o meio-campista está "sem parâmetros" em relação aos outros jogadores, já que pouco atuou na Olimpíada, para justificar o corte do atleta do confronto.

Nesta segunda-feira, porém, Ganso garantiu estar em plenas condições de defender o Santos já na próxima quinta. "Estou à disposição. Se o Muricy precisar, eu posso jogar", adiantou o jogador, que exibiu preocupação com a situação atual da sua equipe no Campeonato Brasileiro - o time ocupa a 14.ª posição, com 17 pontos.

Ao ser questionado se ele, Neymar e o goleiro Rafael, cortado às vésperas da Olimpíada por causa de lesão sofrida em um treino, acompanharam os jogos do Santos enquanto estavam com a seleção em Londres, Ganso respondeu: "A gente estava sofrendo de longe. Agora, de volta ao time, espero que a gente tire o Santos deste incômodo".

O atleta também comentou nesta segunda-feira sobre a situação de Mano Menezes, que ficou ainda mais pressionado no seu cargo após a derrota diante do México na final olímpica. "Não sou eu que decido sobre o Mano, mas ele tem feito um trabalho a longo prazo e acredito que vai continuar sim", prevê.

Já ao falar sobre a derrota na decisão do último sábado, Ganso admitiu que a atuação brasileira foi ruim. "O jogo foi decidido nos detalhes, como sempre acontece em uma final. A gente errou muito", lamentou.

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