Fora das Eliminatórias, Mano quer aproveitar amistosos

Nem todas as seleções filiadas à Fifa participaram do sorteio das Eliminatórias da Copa do Mundo de 2014, neste sábado, no Rio. Algumas (28) já foram eliminadas no pré-qualificatório, outras quatro não se inscreveram. Mas a maior ausência foi o Brasil, que, por ser anfitrião, está automaticamente classificado para o Mundial. Presente no evento realizado na Marina da Glória, o técnico da seleção brasileira, Mano Menezes, indicou que, se houvesse a possibilidade de escolha, seria melhor participar das Eliminatórias.

AE, Agência Estado

30 de julho de 2011 | 20h22

"Não é nossa escolha jogar ou não essa competição. Trata-se de uma questão circunstancial. É sempre assim, uma regra. Não temos como mudar", afirmou Mano. "Ainda mais pelo formato da disputa na América do Sul que, ao contrário das demais, é feita em pontos corridos, durante quase dois anos. Isso dá às equipes a oportunidade de desenvolver um trabalho de longo prazo mantendo-se em atividade constante."

Sem compromissos oficiais até a Copa das Confederações de 2013, o Brasil terá que aproveitar o período livre para fazer amistosos. E Mano quer que a seleção continue jogando contra adversários de ponta. "Temos escolhido adversário de alto nível, com capacidade de exigir o máximo de nossa equipe", explicou. "E isso é ótimo, principalmente para dar experiência para os mais jovens." Até o final do ano, o Brasil pegará a Argentina (duas vezes), Alemanha e Espanha. Desde que Mano assumiu, a seleção já enfrentou França, Argentina e Holanda.

Esses amistosos serão a chance de dar rodagem à jovem equipe, que tem como destaques Ganso, Neymar e Pato, três atletas que nunca jogaram uma Copa do Mundo. "Temos de jogar. Só assim daremos experiência para esse grupo", disse o treinador brasileiro. "Quando assumimos a seleção deixamos claro que nossa principal missão seria a renovação. E segue sendo assim. A Alemanha saiu na frente, já mostrou um grupo jovem e qualificado na Copa da África do Sul. A Itália segue o mesmo caminho. Agora é preciso ter paciência para que a seleção brasileira encontre o seu."

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