Força do São Paulo aparece no 2º tempo

Parte do sucesso do São Paulo na Copa Libertadores está diretamente relacionada ao desempenho da equipe no segundo tempo das partidas. Em oito oportunidades o time conseguiu sair de uma situação desconfortável e reagir. A última aconteceu no primeiro jogo da decisão, semana passada, no Estádio Beira-Rio. O Atlético-PR terminou o primeiro tempo em vantagem e o São Paulo buscou o empate na etapa final - com o gol contra do zagueiro Durval.Tudo isso é resultado do trabalho realizado pelo restante da comissão técnica, que dá sustentação aos planos do técnico Paulo Autuori. "Quando cheguei, disse que aproveitaria tudo que o São Paulo tem de tecnologia. Tudo de ponta. Uma equipe muito boa que dá respaldo", reconhece o treinador.É difícil encontrar um jogador do elenco que esteja "baleado" pela maratona de jogos do primeiro semestre. À exceção de Grafite, que faz tratamento para se recuperar da operação no joelho direito, mais ninguém preocupa tanto."O trabalho é diferenciado, de jogador para jogador. Não há sobrecarga. Foram feitos testes no início do ano e no mês passado. O trabalho de campo do Autuori também privilegia esse trabalho físico complementar", explica o preparador físico Carlinhos Neves. "Os jogadores são analisados individualmente e pela posição. O Tardelli e o Luizão, por exemplo, são da mesma posição, mas têm cargas diferentes de exercícios. Suas características são respeitadas", complementa o analista de desempenho Wellington Valquer.Por tudo isso, ninguém tem receio de que aconteça o pior, caso a partida de quinta caminhe para uma prorrogação - se prevalecer o empate no tempo regulamentar. "Estamos prontos para a prorrogação. O time agüenta", garante o volante Josué, poupado do treino de ontem em razão de uma pancada antiga no pé esquerdo. "Quando jogamos fora, o adversário se desgasta para pressionar, a gente segura e depois sobra no segundo tempo. Tem sido assim", revela.Mineiro, o mais caladão dos titulares, foi surpreendente. Enquanto muitos creditam o sucesso na Libertadores pelas contratações bem feitas da diretoria, o volante é direto. "A verdade é que nossa equipe é limitada. Nós ganhamos muito pela força física. Acho que deveriam ser mais equilibrados os dois estilos. E também seria melhor garantir resultados no primeiro tempo", afirma ele, fugindo completamente do que aconteceu até agora.Jogadores tidos como "questionáveis" não caíram de rendimento. Luizão é o principal exemplo. Teve poucas chances com Leão, que o chamava de "quero-quero" por estar gordo e com as pernas finas. Com Autuori, se tornou um dos "astros". Amoroso chegou e teve de explicar a série de cirurgias que sofreu no joelho e também se destacou. "O trabalho físico aqui é ótimo, tudo muito bem feito. Tenho sorte de cair aqui e poder disputar um título depois de quatro jogos."

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