Leonardo Moreira / Fortaleza EC
Leonardo Moreira / Fortaleza EC

Fortaleza lança camisa popular a R$ 59,90 para combater pirataria

Clube vai comercializar uniforme mais simples para ambulantes cadastrados fazerem a revenda

Gonçalo Junior, O Estado de S.Paulo

28 de outubro de 2019 | 15h00

O Fortaleza vai lançar no dia 2 de novembro, no jogo diante do Atlético-MG, pelo Campeonato Brasileiro, uma camisa popular, dirigida aos vendedores ambulantes. O modelo vai custar R$ 59,90 enquanto o original sai por R$ 199,00. Com o lançamento, o clube pretende combater a pirataria e se aproximar do comércio informal, que representa um segmento importante na venda de uniformes do clube.

O novo modelo será vendido pelo clube para comerciantes ambulantes identificados e cadastrados numa central de vendas já existente. Eles vão adquirir a camisa pelo preço de fábrica e revendê-la de forma oficial. A primeira fase do projeto prevê a produção de 4,5 mil unidades, com a possibilidade de expansão do negócio para o interior do estado a partir do ano que vem.

A camisa popular não será vendida para as lojas. A intenção é que essas camisas só sejam revendidas nos arredores dos estádios onde o clube for jogar. Torcedores que já possuem uma camisa falsificada podem trocá-la e terão R$ 10 de desconto na compra do modelo popular.

O Fortaleza conseguiu diminuir o preço da camisa por meio da substituição de técnicas na confecção. A camisa popular é igual ao modelo oficial, mas difere em certos detalhes. O escudo do clube, por exemplo, é feito em um tecido sublimado (pintado). O uniforme tem um selo próprio de camisa popular. A camisa titular tem apliques que encarecem a produção. Batizada de "Tradição", ela é fabricada pela Leão 1918 e celebra o retorno da equipe à elite do futebol brasileiro. O modelo continuará a ser vendido normalmente.

"O Fortaleza é um clube de muita torcida popular. Essa era uma demanda que já havíamos estipulado em nosso plano estratégico no começo do ano, ao lado dos departamentos de planejamento e marketing”, diz o presidente Marcelo Paz. “Com este projeto pioneiro, vamos tentar envolver os ambulantes de uma forma ordenada e cadastrada, combatendo este mal que tira milhões de reais dos clubes, que é a pirataria”, completa o dirigente.

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