Gustavo Simão/Fortaleza
Gustavo Simão/Fortaleza

'Fortaleza tem de ser competitivo com menos que os outros', diz presidente

Após conquista da Série B, time de Rogério Ceni tem o desafio de se manter na elite do futebol brasileiro

Gonçalo Junior, O Estado de S.Paulo

15 Dezembro 2018 | 04h30

Depois da euforia da conquista do título da Série B, o Fortaleza vai encarar um grande desafio em 2019: a manutenção na Série A do Campeonato Brasileiro. Em geral, os clubes que chegam à elite do torneio têm dificuldade para se manter e lutam contra o rebaixamento.

"Os desafios para o ano que vem são manter os bons resultados, dentro e fora de campo, em um ambiente de competitividade muito maior, que é a Série A. Por mais que a gente evolua na gestão e crie novas receitas, ainda estaremos muito abaixo das receitas da maioria dos clubes da primeira divisão. A gente tem de conseguir ser competitivo com um orçamento bem menor", disse Marcelo Paz, presidente do clube, ao Estado.

Em 2018, o clube alcançou marcas que vão além do bom trabalho do técnico Rogério Ceni. Em termos gerais, o clube apresenta boa saúde financeira, com as dívidas equacionadas e orçamento equilibrado. Quinto colocado na média de público entre os clubes brasileiros das Séries A, B e C e o 1º do Nordeste, o time da capital cearense multiplicou por quatro o número de sócios (sete para 28 mil) desde 2017. No mês passado, o time lançou sua criptomoeda: a Leãocoin, que oferece descontos na compra de produtos do clube.

O estádio do Castelão se tornou um caldeirão. Os dez maiores públicos da Série B são todos do Fortaleza, com destaque para os 57.223 pagantes na vitória por 1 a 0 contra o Paysandu. A média de público do Fortaleza  durante os jogos em casa na Série B foi de 28702 pagantes, o triplo da obtida pelo CSA (9.048), o segundo colocado neste quesito. Em setembro de 2017, quando o time conseguiu acesso à Série B, o time possuía de 7.600 sócios. Hoje, o clube está perto de alcançar a marca de 28 mil sócios torcedores, recorde no estado.

"A gente conseguiu entregar um orçamento maior do que o aprovado. O orçamento aprovado era de R$ 24 milhões e vamos entregar R$ 34 milhões, sem dívidas. Conseguimos ampliar a nossa rede comercial, passando de uma para sete lojas próprias. Elas geraram bom faturamento para o clube. Ampliamos o setor de licenciamento de marcas. Hoje, temos 24 empresas licenciadas e nós tínhamos apenas três. São números que credibilizam a gestão", diz o presidente.

O dirigente ressalta, no entanto, que a boa gestão tem de caminhar paralelamente aos bons resultados dentro de campo. "O principal é o resultado é o campo. Ele faz a diferença para o torcedor. Torcedor não comemora muito balanço financeiro. Comemora a bola entrando. A gente tem de casar as duas coisas: o futebol indo bem, trazendo retorno esportivo, e a gestão dando essa base e esse suporte para que a bola entre", completa.

 

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