Srdjan Suki/EFE
Srdjan Suki/EFE

Forte calor de Fortaleza preocupa italianos e espanhóis

Alguns campeões mundiais passaram mal contra a Nigéria. Na Itália, Prandelli estuda clima para o Mundial

FERNANDO FARO, LUÍS AUGUSTO MONACO E PAULO FAVERO - Enviados especiais, O Estado de S. Paulo

27 de junho de 2013 | 07h50

FORTALEZA - Itália e Espanha terão um inimigo comum para se preocupar bastante na disputa da semifinal da Copa das Confederações: o calor. Esse adversário invisível está deixando jogadores e comissão técnica das duas seleções preocupados. O clima quente de Fortaleza impressionou os espanhóis, que redobraram os cuidados para evitar o desgaste físico excessivo. Contra a Nigéria o time ficou visivelmente abalado com o calor na casa dos 30ºC que castigou os jogadores.

 

Busquets, por exemplo, chegou a vomitar no intervalo por causa do cansaço, e Fabregas, com dores musculares, também acusou o golpe. Muitos jogadores sofreram o impacto inclusive nos pés não acostumados a pisar em solo tão quente. No Castelão, o gramado foi molhado antes da partida e deixou o campo de jogo mais abafado. Isso "cozinhou" os pés dos jogadores e eles precisaram de cuidados especiais.

 

"Tentamos nos recuperar da melhor forma possível, mas não temos como mudar o clima. A temperatura não é a melhor para a gente, mas é igual para as duas seleções. O jogo contra a Nigéria serve de aprendizado, mas não acho que vá influenciar muito para enfrentar a Itália", explica Busquets.

 

Já sabendo do calor que enfrentaria no Brasil, o técnico Vicente Del Bosque promoveu um rodízio no elenco para evitar a sobrecarga em seus titulares. Contra o Taiti mandou apenas os reservas a campo para descansar parte do grupo e pediu para a equipe dosar o gás diante dos nigerianos. "É bom esse equilíbrio entre repouso e aceleração. Jogar 90 minutos em ritmo intenso era impossível, por isso fizemos algumas pausas", diz o treinador.

 

Os jogadores comemoraram o fato de não terem disputado todas as partidas, mas admitem que o sol de Fortaleza preocupa para a semifinal. Na terça, por exemplo, a opção da comissão técnica foi realizar o treinamento à noite, quando a temperatura é bem mais amena e a brisa constante ajuda a diminuir a sensação térmica.

 

"O calor foi algo muito difícil de assimilarmos e acredito que a equipe fez um grande trabalho. Apesar disso houve um desgaste físico importante e vamos tentar nos recuperar para chegarmos nas melhores condições. Não estamos acostumados a essa temperatura e o desgaste físico acaba sendo maior", afirma Sergio Ramos, que sofreu ainda mais com o sol porque usou camisa de mangas longas contra a Nigéria.

 

No lado italiano, Cesare Prandelli confessa que o ambiente encontrado no Brasil está sendo muito importante para o planejamento da Copa do Mundo de 2014, apesar das dificuldades com o clima que o elenco está tendo. A Azzurra já atuou no Rio, Recife, Salvador e agora em Fortaleza. Na capital pernambucana, os atletas reclamaram muito da umidade.

 

"No próximo ano precisaremos de 23 atletas e não 23 jogadores. Essa experiência de conhecer o clima será muito boa na preparação para o Mundial no Brasil", afirma o comandante. Para o goleiro Buffon, o clima quente da capital cearense não vai definir o finalista da competição. "Claro que não é o ideal, mas é ruim para os dois times. Não é o calor que vai definir o resultado. Temos de saber nos adequar às circunstâncias", conclui.

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