Alex Silva/Estadão - 23/01/2013
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FPF cria medidas contra fogos e sinalizadores nos estádios

Caso os artefatos sejam disparados, o árbitro terá de parar o jogo e comunicar o delegado da partida

ALMIR LEITE, Agência Estado

27 de fevereiro de 2013 | 16h05

SÃO PAULO - A Federação Paulista de Futebol anunciou nesta quarta-feira novas medidas para impedir o uso de fogos de artifícios, sinalizadores e afins no futebol de São Paulo. Caso esses projéteis sejam lançados nos estádios, o árbitro terá a obrigação de paralisar o jogo temporariamente, comunicar o delegado da partida e o policiamento, que deverão identificar de onde partiu o lançamento. A medida entra em vigor imediatamente, de acordo com a entidade.

Esse processo terá que ser colocado na súmula pelo juiz. A partir disso, o caso vai a julgamento o mais rápido possível e pode acarretar em denúncia. Se isso acontecer, o clube pode responder solidariamente ao torcedor e estará sujeito a multas de R$ 100 a R$ 100 mil, além de perda de mando de uma a dez partidas. Outras condenações ainda poderiam ser aplicadas pelo tribunal de acordo com cada caso.

Se o clube identificar o autor do disparo do projétil e encaminhá-lo à delegacia para registrar boletim ocorrência, pode escapar de qualquer penalização no julgamento. Vale lembrar que a utilização de fogos de artifícios antes das partidas está liberada desde que seja realizada com autorização do Corpo de Bombeiros.

Inicialmente a medida, que tem base no Estatuto do Torcedor, é válida apenas para o estado de São Paulo, mas, se aprovada, pode passar a ser considerada em todo Brasil.

A Federação Paulista de Futebol decidiu tomar uma atitude sobre essa questão depois do incidente no jogo entre San José e Corinthians, na quarta-feira passada, em Oruro, pela Libertadores. Logo no início da partida, um sinalizador partiu da torcida corintiana e acertou o jovem boliviano Kevin Douglas Beltrán Espada, de 14 anos, que não resistiu e morreu na hora.

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