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FPF decide na quarta o futuro do Água Santa no Paulistão de 2016

Time de Diadema já mandou documentação à Federação

ALMIR LEITE, Estadão Conteúdo

07 Novembro 2015 | 10h01

O Água Santa vai ter de esperar até quarta-feira por uma definição sobre a sua participação ou não na Série A1 do Campeonato Paulista em 2016. O clube já enviou à Federação Paulista de Futebol (FPF) a documentação que atestaria que seu estádio estará apto para receber partidas da competição, mas a entidade protelou a decisão. Se o time de Diadema for vetado, o Mirassol subirá.

A indefinição sobre o Água Santa está relacionada à reforma do estádio municipal José Batista Pereira Fernandes, conhecido por Inamar. As obras visam deixar o local com capacidade para receber 10 mil pessoas, como determina o regulamento. No entanto, vistoria feita na última quarta-feira pelo coronel Marcos Marinho, diretor de arbitragem da FPF, colocou em dúvida a possibilidade de conclusão do estádio.

A federação então, solicitou laudos ao clube, que foram entregues na noite de quinta-feira. Um deles, assinado pelo engenheiro Eduardo Forti Battagin, garante que o Inamar comportará 10.179 espectadores. E o presidente do clube, Paulo Farias, assegura que a reforma estará concluída em dezembro, provavelmente no dia 15.

No entanto, a FPF preferiu analisar com cuidado os laudos e adiou a definição. "A respeito da situação do EC Água Santa e sua participação no Paulistão 2016 - Série A-1, a FPF está analisando a documentação enviada pelo clube e terá uma resposta na quarta-feira, 11 de novembro", informou a entidade nesta sexta-feira, por meio de sua assessoria.

A indefinição está trazendo um outro problema para o Água Santa: o risco de perder patrocinadores. "Vários me procuraram hoje (sexta-feira) querendo saber o que vai acontecer e ameaçando desistir de patrocinar o clube", disse o presidente Paulo Farias. "Eles argumentam que o apoio ao Água Branca está relacionado à disputa da Série A1".

COBRANÇA

Por isso, Farias gostaria de ter uma definição rápida. "Isso atrapalha bastante, pois temos de fazer contratações e para isso precisamos ter uma definição". Embora a federação tenha determinado prazo até quarta-feira, é possível que já na segunda ou terça o clube seja comunicado da decisão.

Farias não revelou quanto o Água Santa deverá arrecadar com patrocínio se disputar a Série A1 nem quais patrocinadores sinalizaram com o rompimento do acordo. Mas um deles é do ramo de venda e manutenção de caminhões e ônibus. A empresa já vem apoiando o clube desde as divisões inferiores.

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