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FPF decide rebaixar 6 no Paulistão e impede 'troca de técnicos'

Participação do Água Santa, de Diadema, depende de laudo

ALMIR LEITE, Estadão Conteúdo

05 Novembro 2015 | 15h18

Depois de uma longa e em alguns momentos acalorada discussão,  ficou decidido na tarde desta quinta-feira que a Série A1 do Paulistão de 2016 terá  seis clubes rebaixados.  E em 2017, apenas duas equipes serão promovidas da Série A2, o que fará com que o torneio passe dos atuais 20 para 16 times.

A redução do número de times tem, de acordo com o presidente da Federação Paulista, Reinaldo Carneiro Bastos, o objetivo de "apresentar um produto melhor para o torcedor e para o mercado".  Ele defende que, com menos times, a competição fica mais atrativa. "O principal motivo foi reduzir o número de partidas sem interesse.  E também poder fazer as quartas de final e semifinais em ida e volta.  Não haverá redução de datas."

No entanto,  os clubes pequenos chiaram com o aumento de rebaixados e, para convencê-los, a federação resolveu abrir o caixa. Os dois clubes que não cairiam se apenas quatro fossem degolados, vão receber uma compensação financeira.  "É complicado esse aumento, mas pelo menos haverá uma compensação", disse o vice presidente do Botafogo, Octavio Valini Junior.

A reunião do Conselho Técnico dos clubes da principal divisão estadual também definiu os quatro grupos da competição, a proibição de um treinador dirigir duas equipes diferentes durante o campeonato e confirmou que cada clube só poderá inscrever 28 atletas, entre outros pontos. A fórmula de disputa é a mesma utilizada este ano.

O campeonato terá início em 31 de janeiro e a segunda partida da decisão está marcada para 8 de maio.

O Água Santa, de Diadema, corre risco de ser barrado no Campeonato Paulista. O time, que conseguiu o acesso no campo este ano, pode ser vetado por não ter estádio.  O atual tem capacidade para apenas 3 mil pessoas e tem prazo até meia-noite desta quinta para comprovar que o estádio se enquadra nas normas. Se o Água Santa for mesmo barrado, entrará o Mirassol. A capacidade  mínima exigida para a Série A1 é de 10 mil pessoas. O futuro da equipe de Diadema está sendo decidido em reunião na sede da FPF.

O sorteio das chaves do Paulistão de 2016 determinou que o grupo Ate terá Santos, Botafogo, São Bento,  Linense e Oeste. O grupo B fica com Palmeiras, Ponte Preta, Ituano, São Bernardo e Novorizontino. O C tem São Paulo, XV de Piracicaba, Audax, Capivariano e  Ferroviária. Finalmente, o D é composto por Corinthians, Red Bull, Mogi Mirim, Rio Claro e acesso 4.

Como no ano passado, na primeira fase os times de um grupo enfrentam os dos outros. Classificam-se os dois primeiros de cada chave. As quartas de final e a semifinal serão disputadas em jogo único e a decisão do título,  em duas partidas. 

Cada time poderá inscrever 28 atletas,  três deles goleiros. Se um jogador tiver uma contusão que o tire da competição será permitida sua substituição na lista de inscritos,  mediante apresentação de laudo médico. 

Uma novidade está relacionada aos treinadores. Eles não poderão dirigir duas ou mais equipes diferentes durante o Paulistão. Ou seja, técnico demitido ou que se demitir não trabalhará mais no campeonato. 

Além disso, clube que demitir treinador só poderá contratar outro se comprovar ter pago a rescisão com o profissional dispensado.  Se o treinador tomar a iniciativa de sair,  será ele que terá de pagar a multa rescisória,  quando houver.

A proposta foi do presidente do Palmeiras,  Paulo Nobre, e depende de parecer do departamento jurídico da federação.  "Os clubes não contratarão técnicos que estejam na A1. E uma vez que se dispensa o treinador tem de indenizá-lo. Acho isso bem interessante", disse Nobre.

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