FPF impõe linha dura e pune árbitro e assistente

'Temos dado várias advertências. A fase de conversa acabou', admitiu o coronel Marcos Marinho

Daniel Akstein Batista, O Estado de S. Paulo

10 de março de 2008 | 18h29

A 13ª rodada do Campeonato Paulista tirou o São Paulo do G4, deixou o Corinthians mais perto da classificação, manteve vivo o sonho da Lusa de chegar às semifinais e contou com uma bonita vitória de virada do Palmeiras. Mas, mais uma vez, foi cercada de polêmicas na arbitragem. Resultado: um árbitro e um assistente foram punidos e ficarão 15 dias longe dos gramados. A Comissão de Arbitragem da Federação Paulista de Futebol (FPF) resolveu agir com mais rigor e mandou logo dois profissionais para a ‘geladeira’: o árbitro José Henrique de Carvalho, sexto colocado do ranking da entidade, que deu dois cartões amarelos ao volante Magal, do Guaratinguetá, no jogo contra o Corinthians; e o auxiliar Edvanio Ferreira Duarte, que não sinalizou o pênalti a favor do Santos, contra o Noroeste. A pena será de 15 dias de suspensão para ambos, o que significa três rodadas sem trabalho. A partir de agora, inclusive, é bom os árbitros se cuidarem. Um provável erro poderá causar punição mais grave - chega de conversas e advertências verbais, avisou a FPF. Em 130 jogos do Paulistão, apenas três profissionais da arbitragem foram suspensos. Além de José Henrique de Carvalho e Edvanio Ferreira Duarte, Rodrigo Guarizo pegou 15 dias de castigo por não ter dado cartão amarelo ao volante Marcinho Guerreiro, do Santos, que fez pênalti em um atleta do Guarani, no dia 21 de fevereiro, em jogo válido pela 10.ª rodada do campeonato. "Temos dado várias advertências. A fase de conversa acabou", admitiu o coronel Marcos Marinho, presidente da Comissão de Arbitragem da FPF. Ele, no entanto, evita dizer que 2008 tem sido marcado por erros de arbitragem. E lembra que nos anos anteriores ocorreram lances iguais. "É que agora a repercussão é maior porque é contra times grandes. Nessa rodada tivemos problemas em dois jogos pontuais. Nos outros oito, em que os árbitros foram bem, ninguém fala nada." Nas oito partidas citadas por coronel Marinho está também o confronto Palmeiras 5 x 2 Bragantino, em que não faltaram lances polêmicos: três jogadores expulsos, pênalti mal marcado, reclamação de ambas as partes. "Não vi polêmicas. Fico com o que ele (o árbitro Paulo César Oliveira) apitou. Alguns erros de jogo, mas normal", disse o presidente da Comissão de Arbitragem. Na avaliação do coronel Marinho, a lambança maior da rodada do Paulistão foi mesmo no Morumbi, quando José Henrique de Carvalho mostrou duas vezes o cartão amarelo para Magal, em vez de expulsá-lo, como manda a regra. Após o jogo, o árbitro pediu desculpas ao Corinthians, mas não escapou da punição.  "Fiquei sabendo no intervalo da partida que havia punido Magal duas vezes. Mas na minha caderneta anotei cartão para o número 5 (Jackson), que é bem parecido com o Magal. Tenho de pedir desculpas ao torcedor pelo erro que cometi", revelou José Henrique de Carvalho, domingo, ainda no Morumbi. "Ele deveria ter comunicado (o quarto árbitro, via rádio) para quem deu o cartão. E depois ainda foi avisado (do erro), mas manteve a sua decisão", cobrou o coronel Marinho. No caso de Edvanio Ferreira Duarte, o erro foi ele não ter sinalizado no momento certo o pênalti cometido pelo zagueiro Bonfim, que colocou a mão na bola dentro da área do Noroeste. "Foi uma falta de cumprimento com os padrões. Primeiramente é preciso sinalizar com a bandeira", contou o coronel Marinho. "Ele só avisou por rádio e isso causou o transtorno."

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