FPF põe ex-delegado na sua Corregedoria

A Federação Paulista de Futebol criou uma corregedoria para investigar possíveis fraudes de árbitros. O presidente, já empossado, é o delegado aposentado Bento da Cunha, ex-auditor do Tribunal de Justiça Desportiva, que já começou a trabalhar. ?Temos que ter armas para combater a corrupção. Essa é uma delas?, justificou o presidente da FPF, Marco Polo Del Nero. Bento da Cunha foi titular da Delegacia de Crimes contra a Fé Pública, o que, segundo Marco Polo, o credencia para a função. A corregedoria terá poderes ilimitados na investigação de árbitros e alunos da escola de arbitragem, com o cuidado de manter as informações colhidas sob sigilo. Uma das idéias do corregedor Bento da Cunha é criar um ?Disque-Denúncia?, aberto ao público. Todas as suspeitas sobre membros da arbitragem ou escola de arbitragem serão investigadas. E, se forem de árbitros de outros Estados, elas serão encaminhadas para a CBF. ?Nós vamos checar a questão de diplomas dos árbitros, documentos, etc. Tudo será checado?. Nesta sexta-feira, Bento da Cunha passou o dia na sede da FPF iniciando a montagem da estrutura da corregedoria. ?Vamos contratar gente especializada, desconhecida dos árbitros, que estará encarregada das investigações?, disse Bento. Para o corregedor, os fatos envolvendo os árbitros Edilson de Carvalho e Paulo José Danelon exigem, agora, uma nova postura as federações, ?doa a quem doer?.

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