FPF quer revolução no futebol feminino

A Federação Paulista de Futebol apresentou, na manhã desta quinta-feira, num hotel em São Paulo, o Campeonato Paulista Feminino de 2001. A competição reunirá 10 clubes a partir do dia 7 de outubro na esperança de revolucionar a categoria no Brasil. Entre as inovações apresentadas está a criação de um ranking das jogadoras federadas e a realização de uma seletiva para descobrir outras jogadoras. Todos os participantes estão recebendo as inscrições de meninas com idade entre 16 e 23 anos e as inscritas vão ser avaliadas na próxima semana, dia 21, no campo do Ibirapuera, na capital. As aprovadas serão distribuídas nos clubes, mesmo critério adotado para as federadas.A competição é organizada pela Pelé Sports, com apoio da empresa de material esportivo Topper, que produziu uma bola especial e uniforme diferenciado para as jogadoras. Pela primeira vez os clubes também terão apoio financeiro garantido pelos patrocinadores. Os cinco grandes clubes vão ganhar R$ 40 mil por mês, enquanto os outros participantes terão a cota mensal de R$ 20 mil. O campeonato vai reunir: Palmeiras, São Paulo, Corinthians, Santos, Portuguesa de Desportos, Juventus, Guarani, Ponte Preta, São Bento e Matonense.Após a escolha das jogadoras, serão divulgados o regulamento e a tabela de jogos. Os organizadores garantem que os jogos serão transmitidos, ao vivo, por uma rede de televisão ainda a ser definida.A Liga de Farah - O presidente da FPF, Eduardo José Farah, disse que este campeonato será o "pontapé inicial para uma revolução dentro do futebol feminino no Brasil". Ele promete que dentro de dois anos a FPF vai organizar competições femininas em outras categorias: sub-15, sub-17 e sub-20.O assunto da criação da Liga Rio-São Paulo de Clubes, como sempre, voltou à tona. Farah espera apresentar a nova entidade no dia 20 de setembro. Ele confirmou que recebeu o convite dos clubes para presidir a Liga, mas não quis comentar as possíveis dissidências paulistas. Palmeiras, Corinthians, São Paulo e Santos não teriam assinado a minuta do contrato que formalizará a entidade. "Ou a Liga sai até dia 20 ou então lanço o Paulistão 2002", voltou a ameaçar. A ausência dos paulistas no Rio-São Paulo, com certeza, esvaziaria a competição, mas o próprio Farah reconhece: "A criação da Liga é irreversível".

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