Rafael Arbex/Estadão Conteúdo
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FPF veta torcida única no clássico entre Palmeiras e Corinthians

Promotor Paulo Castilho, do Juizado Especial Criminal, defende o sistema para garantir a segurança, mas Federação é contra

ESTADÃO CONTEÚDO

04 de fevereiro de 2015 | 16h30

A Federação Paulista de Futebol vetou na tarde de quarta-feira, a realização do clássico entre Palmeiras e Corinthians, no próximo domingo, no Allianz Parque, com torcida única. O promotor Paulo Castilho, do Juizado Especial Criminal, pretendia negociar a realização do jogo apenas com a presença de palmeirenses, torcedores do clube mandante, mas a iniciativa não encontrou apoio na FPF.

Durante a tarde, o coronel Marcos Marinho, diretor de prevenção de segurança da FPF, mandou avisar que o plano de segurança para o clássico será feito normalmente. Nesta sexta-feira, representantes da entidade e da Polícia Militar irão se reunir para definir como será o trabalho - serão discutidos itens como o efetivo policial, rotas de acesso dos torcedores de ambas as equipes e escolta dos corintianos, entre outros. Também será definido como será feito o isolamento dos corintianos dentro do estádio.

Castilho chegou a se reunir com integrantes do Ministério Público e autoridades para propor a adoção da torcida única nos clássicos, começando já no domingo com Palmeiras e Corinthians. Ele também pretendia buscar o apoio do promotor do Consumidor, Roberto Senise. Mas a FPF agiu rápido, deu o contra e autorizou o Palmeiras a preparar a venda de ingressos.



A FPF deverá vetar a adoção de torcida única nos próximos clássicos. Dentro da entidade, isso é visto como um desserviço ao futebol e um sinal de fraqueza diante dos torcedores violentos.

O presidente do Palmeiras, Paulo Nobre, já havia se manifestado a favor da torcida única. Considera que essa é a melhor maneira de garantir a segurança nas proximidades e dentro dos estádios, além de assegurar a integridade patrimonial dos clubes. No ano passado, quando Corinthians e Palmeiras se enfrentaram no Itaquerão, os torcedores visitantes quebraram várias cadeiras da arena e a diretoria do Alviverde teve de pagar o prejuízo.

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