França bate Alemanha em jogo marcado por terrorismo em Paris

Presidente francês foi retirado do estádio às pressas

Estadão Conteúdo

13 de novembro de 2015 | 20h28

A seleção da França derrotou a Alemanha por 2 a 0, em amistoso disputado nesta sexta-feira, em Paris. Mas ao apito final, não havia nada para se comemorar. Isso porque a noite na capital do país foi marcada pelo terror, que tomou conta das ruas em meio aos diversos ataques com explosões e tiroteios pela cidade.

Ao fim do confronto, as informações davam conta de tiroteios em pelo menos três pontos de Paris, além de um ataque na casa de espetáculos Bataclan, onde cidadãos eram feitas de reféns. Em meio a todos os atentados, ao menos 18 pessoas foram mortas e outras dezenas ficaram feridas.

 

O medo e o terror chegou ao Stade de France. Três explosões nas cercanias do estádio puderam ser ouvidas, inclusive uma na reta final do primeiro tempo, captada até pelos microfones da transmissão internacional. Após o fim da partida, a torcida foi impedida de deixar o local pela polícia e algumas pessoas deixaram as arquibancadas para invadirem o gramado, aterrorizadas.

Enquanto todos tentavam encontrar uma explicação para os ataques, o resultado do confronto ficou em segundo plano. Como não poderia deixar de ser, ninguém se lembrará da ótima atuação francesa, que mostrou estar no caminho certo para brigar pelo título da Eurocopa do ano que vem, justamente em sua casa.

Em meio a um bom primeiro tempo, com boas oportunidades perdidas de ambos os lados, a França contou com a qualidade de Martial para abrir o placar. O jovem atacante do Manchester United fez linda jogada pelo lado esquerdo aos 46 minutos, passou com facilidade por dois marcadores e rolou para Giroud só completar para a rede.

Na etapa final, talvez já sabedores da tensão que tomava conta de toda a cidade, os jogadores diminuíram o ritmo. O clima já era outro, não havia ânimo para o futebol. Ainda assim, os donos da casa chegaram ao segundo gol também nos últimos minutos, aos 40, quando Matuidi cruzou para Gignac selar o placar de uma vitória que não trouxe motivo algum para os franceses festejarem.


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