França e Edílson se sentem retaliados

Declarações que não agradaram ao técnico Emerson Leão podem ter sido o principal motivo para que os atacantes França e Edílson não tivessem ficado nem no banco de reservas na partida de ontem, em que o Brasil empatou com o Peru por 1 a 1, pelas eliminatórias da Copa de 2002, no Morumbi. Pelo menos é o que os próprios jogadores pensam.O flamenguista disse hoje, após o treinamento do Flamengo, ao qual chegou 40 minutos atrasado, ter ficado surpreso com seu corte do banco. Ele acredita que uma declaração publicada por um jornal de São Paulo pode ter irritado Leão e o levado a tomar tal atitude. "A única explicação que eu posso encontrar para ter ficado fora do banco é o Leão ter lido uma declaração publicada em A Gazeta Esportiva, que eu não dei, e não ter gostado", afirmou o atacante. Segundo a reportagem, Edílson disse, após o primeiro treino coletivo da seleção, que tinha sido escalado entre os reservas por ter-se atrasado na apresentação à comissão técnica no Aeroporto de Congonhas, na noite de domingo.Coincidência ou não, segundo amigos, o sãopaulino também acha que foi ?afastado? por Leão por causa de uma declaração que deu ao diário Lance!, publicada na quarta-feira. França não quis comentar o fato publicamente, mas o fez com amigos. Segundo o jornal, ele afirmou, após ter sido confirmado como reserva, que "a seleção brasileira é imprevisível e é muito difícil entender a filosofia".Edílson e França ficaram muito aborrecidos quando souberam que não ficariam nem no banco de reservas. Assistiram à partida das tribunas do Morumbi. A Agência Estado tentou contato com Leão durante a tarde de hoje, deixou mensagens em seu celular, mas o treinador não retornou as ligações.

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