Franck Fife/AFP
Franck Fife/AFP

França ignora 'vantagem de empate' e quer embalar contra Dinamarca

Franceses garantem o primeiro lugar com igualdade, mas querem fechar fase de grupos com boa atuação

Glauco de Pierri, enviado especial / Moscou, O Estado de S.Paulo

26 Junho 2018 | 00h00

Chegou a hora da França embalar na Copa do Mundo. Com seis pontos (duas vitórias magrinhas, 2 a 1 na Austrália e 1 a 0 no Peru) e um futebol quase sem brilho, a seleção encara a Dinamarca nesta terça-feira, às 11h (horário de Brasília) no estádio Luzhniki, em Moscou. Um empate garante a classificação em primeiro lugar no Grupo C e ainda serve para a Dinamarca que, com quatro pontos, se garantiria da segunda colocação.

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Mas a ideia do técnico Didier Deschamps e de seus principais jogadores é fazer um jogo bom, uma preparação antecipada para as oitavas de final da competição. “Eu nunca direi ao meu time para não jogar para vencer. O empate pode ser conveniente para ambas as seleções, talvez. Mas quero que minha equipe entre em campo sem pensar nisso e não deixe dúvidas no ar”, afirmou Deschamps, em entrevista coletiva ontem, no estádio Luzhniki.

A expectativa antes do início do mundial era alta com França, seleção que ainda é considerada uma das favoritas a ficar com o título. Entre os fatores que aumentam as apostas no time está o fato de a equipe ainda ser relativamente jovem, mas muito mais amadurecida

Por ter os meio-campistas Corentin Tolisso, Paul Pogba e Blaise Matuidi pendurados, o comandante não descarta poupar jogadores, seja por questão física ou disciplinar. “Claro que é diferente chegar ao último jogo com seis pontos ganhos. Tenho opções, por isso vou olhar para a situação individual de cada um, os cartões amarelos e como eu vou gerenciar o tempo em campo deles”, explicou.

 

O treinador garantiu que ainda não está de olho nos possíveis adversários das oitavas de final – os adversários sairão do Grupo D, o mais indefinido da competição. Pelo chaveamento, a França poderá encarar a Argentina de Lionel Messi na próxima fase. “O que estamos vendo neste Mundial é que todas as equipes estão bem preparadas fisicamente. Não lembro, nem quando era jogador, de um nível de dificuldade tão elevado como o que estou vendo nesta Copa do Mundo. Se a equipe teoricamente mais forte não marca, o tempo corre a favor do que defende e complica a partida”, finalizou.

O rival. Do lado da Dinamarca, muito respeito com a seleção da França. Antes da Copa começar, o técnico da equipe, Age Hareide, havia sido duro em suas obervações em relação ao rival de hoje. Mas ontem, o técnico desconversou. “As minhas palavras foram retiradas de um contexto. Se você for ler a entrevista inteira, vai entender que eu estava comparando o time de hoje com o seleção de 1998, a melhor da história da França”, afirmou.

Sobre a partida de hoje, o técnico disse que terá problemas para enfrentar o “forte adversário”. A França tem muitos jogadores talentosos. Na defesa, no meio e no ataque. Não há nada equivalente na Europa. Pogba e Griezmann são jogadores talentosos. Basta olhar para as suas individualidades para ver que a França é uma seleção muito forte. E ainda está acostumada aos grandes jogos”, finalizou.

 

 

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