França não considera jogo revanche

Ninguém da delegação francesa dá a dimensão de um tira-teimas entre as duas equipes no jogo desta quinta-feira, em Suwon. O termo revanche é entendido pelos jogadores e o técnico da França, Roger Lemerre, como mais que exagerado: desproposital. O zagueiro Marcel Desailly, campeão do mundo em 1998, disse que a Copa das Confederações, na verdade, é um torneio de preparação para o Mundial de 2002. "Não procede essa comparação", declarou o mais experiente dos atletas da França na Copa das Confederações - ele já atuou 86 vezes pela seleção e pertence ao Chelsea, da Inglaterra. Lemerre deixou claro o que pensa sobre o assunto: "Não estamos num Mundial e o jogo em questão foi disputado há três anos." Para o volante Patrick Vieira, o mais curioso da partida é que "pela primeira vez na história", a França enfrentará o Brasil como favorita. E ele considera isso um risco. "Pode ser uma armadilha." Vieira também recusa-se a acreditar que o confronto seja encarado como uma revanche e acha que esse sentimento de alguns jogadores brasileiros pode até servir de motivação para a sua seleção se aplicar mais. O meia do Arsenal, também da Inglaterra, reconheceu falhas no adversário, como, por exemplo, a inoperância do ataque. Em compensação, destacou a regularidade da defesa liderada por Lúcio e Edmílson. "Hoje, a tendência mundial é a de evitar gols antes de fazê-los; isso afeta a todos e é um pouco frustrante quando percebemos que o Brasil não foge à regra." Apesar da má fase do futebol brasileiro, Vieira salientou que, tecnicamente, não há nenhuma equipe no mundo em condições de superá-lo.

Agencia Estado,

06 de junho de 2001 | 22h44

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