Frank Rijkaard deixa o Barcelona sem mágoa

Treinador foi demitido após fracasso no Campeonato Espanhol e na Liga dos Campeões da Uefa

EFE

10 de maio de 2008 | 16h39

O técnico Frank Rijkaard, que dirigirá pela última vez o Barcelona no Camp Nou neste domingo contra o Mallorca, se despede da equipe espanhola sem mágoa e afirmou em entrevista coletiva que foi "uma grande honra" realizar este trabalho por cinco temporadas.Apesar de o presidente Joan Laporta tê-lo apontado como único culpado pela crise da equipe, o holandês preferiu não entrar em polêmicas e manteve a calma durante toda a coletiva.Tirando importância do episódio, Rijkaard admite que deixa o Barça devido aos "mecanismos" e a lógica arrasadora do futebol. O treinador assumiu sua responsabilidade no sucesso e no fracasso e admitiu que se sentia "um pouco nervoso" diante de sua despedida no Camp Nou.Em nenhum momento criticou os jogadores nem a diretoria do clube e disse que não ficou magoado com a forma como aconteceu sua demissão - a imprensa publicou antes que ele fosse informado sobre sua saída do clube e a chegada do novo técnico Josep Guardiola.Quando perguntado sobre as declarações de Laporta, Rijkaard afirmou que pessoalmente não é de culpar ninguém. "Assumo minha responsabilidade e isto é uma coisa natural. Fala-se muito do presidente, mas ele não pode marcar gols. A área esportiva foi dirigida por mim e, se os resultados não foram os que queríamos, o que o presidente tem a ver com isso?", questiona. O holandês, que afirmou que Laporta o comunicou da demissão na última quinta após a derrota por 4 a 1 para o Real Madrid no estádio Santiago Bernabéu pelo Campeonato Espanhol, também agradeceu a seus jogadores. "Cada um fez de tudo, dadas as circunstâncias. Sinceramente eles sempre quiseram o melhor para o clube, para eles mesmos e para seus companheiros", acrescentou."Estou muito tranqüilo em todos os sentidos. Sempre quis o melhor para o clube, a equipe, os jogadores e os sócios, mas sempre há pessoas que querem contrariar. É preciso ganhar juntos e sofrer juntos. Para vencer é necessário coragem, personalidade e vontade", afirmou o holandês.Ele disse também que não tem planos para o futuro e que respeita toda a nova comissão técnica do Barça. Quanto a Guardiola, o holandês disse que o conhece pouco. "Respeito muito. Pode fazer um grande trabalho, é um homem da casa e uma grande pessoa. Na verdade, não posso dizer mais nada", concluiu Rijkaard.

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