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Franz Beckenbauer está entre dirigentes investigados pela Fifa

Diretor alemão é um dos suspeitos no escândalo de corrupção na seleção de Rússia e Catar como sedes das próximas Copas

Jamil Chade, O Estado de S. Paulo

27 de novembro de 2014 | 16h45

Franz Beckenbauer, o maior ídolo do futebol alemão, é um dos suspeitos de fazer parte do escândalo de compra de votos para as escolhas da Copa de 2022 e 2018. Nesta quinta-feira, os cinco cartolas envolvidos na crise que abala o futebol mundial foram revelados. O alemão, que na época da seleção das sedes era um dos eleitores, está agora com um processo aberto contra ele. Ricardo Teixeira, que também votou pelo Catar, não será processado por já não fazer parte da Fifa ou de qualquer entidade ligada ao futebol . 

A Fifa inocentou o Catar e a Rússia de qualquer ilegalidade que pudesse reabrir o processo de votação. Mas deixou claro que cinco cartolas seriam investigados por comportamentos fora do código de ética da entidade. 

Beckenbauer, que declarou votar pela Austrália em 2022, havia sido punido já pela Fifa durante a Copa de 2014 no Brasil por não colaborar com as investigações. Agora, o processo pode ser mais duro. Além do alemão, o presidente da Federação Espanhola de Futebol, Ángel María Villar Llona, o belga Michel D'Hooghe e o tailandês Worawi Makudi estão entre os investigados. 

Muitos outros teriam sido alvo de uma investigação. Mas alguns deles morreram desde então, como Julio Grondona, ou Teixeira. Já a Fifa inocentou Michel Platini, presidente da Uefa e que declarou que votou pelo Catar. 

Outro ainda sob investigação é o chileno Harold Mayne-Nicholls, que indicou que pensava em concorrer contra Joseph Blatter pelo posto de presidente da Fifa em 2015. Foi ele quem fez os informes sobre o Catar e Rússia. Mas familiares conseguiram empregos no Catar. 

Já D'Hooge admitiu em 2011 ter recebido uma pintura da Rússia como presente e conseguiu um trabalho para seu filho no Catar. 

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