Fratura tira Magrão do clássico

O volante Magrão está fora do jogo de quarta-feira e provavelmente também do segundo confronto contra o Corinthians, no sábado. O jogador fraturou dois dedos da mão na tarde de hoje, vítima de uma infelicidade que deve fazer o torcedor palmeirense ficar com receio do que vem pela frente. Nos primeiros minutos do treino da equipe, o volante esbarrou acidentalmente a mão no tórax do zagueiro Nenê e sofreu, em termos técnicos, um deslocamento do 3.º e 4.º metatarsos (ossos dos dedos anular e médio) da mão esquerda. "É muito azar", explicou o médico do clube, Vinícius Martins. "Isso é muito raro de acontecer. Não foi um choque, apenas um leve toque, mas ele teve o azar de sofrer essa fratura, que é muito delicada", disse Martins. O médico anunciou que hoje mesmo se encarregaria da cirurgia para correção da posição dos dedos do atleta. Magrão deixou o Centro de Treinamento do Palmeiras por volta das 16 horas - horário em que estava marcado o início do treino - e foi direto ao Hospital São Luís, onde seria operado. O tempo de recuperação estimado é de 3 a 4 semanas. "É impossível ele ficar bom até quarta e, só se tivermos muita sorte, ele terá alguma chance de jogar no sábado", analisou o médico. "O Magrão terá de ser engessado e não é permitido que um atleta atue usando gesso", explicou. A bruxa está mesmo solta no clube. Para o confronto contra o arqui-rival Corinthians, válido pela semifinal do Paulista, o Palmeiras, que não poderia contar com Claudecir e Pedro, expulsos contra o São Caetano, e tinha Pedrinho como dúvida, agora fica sem Magrão, a voz de comando dentro de campo e o principal articulador das jogadas do time. O técnico Jair Picerni hoje, antes ainda de saber o diagnóstico da contusão do volante, reclamava da maré de (má) sorte do elenco: "Fica complicado você, quando mais precisa, ficar sem esse ou aquele atleta. Nosso elenco já é bem reduzido e qualquer baixa complica muito a situação." O treinador, quarta, vai ser obrigado a improvisar, já que ele não tem nem um reserva, original da posição, para as vagas dos volantes Claudecir e Magrão.Morte - Outra notícia entristeceu nesse fim de semana os palmeirenses. Faleceu sábado, aos 87 anos, o, considerado por muitos torcedores, maior presidente da história do clube, Paschoal Walter Bayron Giuliano. Sob seu comando, foi montada a chamada ?Segunda Academia? do Palmeiras, no início dos anos 70, e foram conquistados títulos como o Paulista de 1974, os Brasileiros de 1972 e 1973 e o Ramón de Carranza (1974 e 1975).

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