Fred pede apoio da torcida, mas detona violência de novo

Após ameaça de greve e muitos questionamentos da torcida, o atacante marcou dois gols na goleada sobre o Sport

Estadão Conteúdo

25 de agosto de 2014 | 11h05

Com uma boa atuação e dois gols marcados na vitória do Fluminense por 4 a 0 sobre o Sport, no último domingo, no Maracanã, Fred deu uma resposta imediata aos torcedores que o perseguiram após a derrota por 1 a 0 para a Chapecoense, na rodada anterior do Campeonato Brasileiro.

Indignado com a sequência ruim de atuações do atacante, torcedores de organizadas do clube pressionaram o jogador, que na última quinta chegou a dizer, por meio de uma rede social, que o time poderia fazer uma greve e não entrar em campo no domingo como forma de protesto.

E Fred aproveitou o seu bom desempenho e o da própria equipe contra o rival pernambucano para pedir pelo apoio dos torcedores na continuidade do Brasileirão. E o atacante agora espera que a equipe engate uma sequência de boas partidas, depois de ter entrado em declínio após a surpreendente derrota por 5 a 2 para o América-RN, em pleno Maracanã, que provocou a inesperada eliminação na Copa do Brasil.

"Tem de ser a hora de uma nova reação. A gente vinha de bons resultados, muitos elogios e um jogo que levamos uma virada incrível aqui trouxe todo tipo de coisa ruim para a gente. Depois daquele jogo, a gente estava tentando buscar essa nova reação. Ganhar com quatro gols dá um ânimo maior e a gente pode chamar novamente o torcedor para o nosso lado", afirmou Fred, para depois voltar a reclamar de atitudes violentas por parte de alguns torcedores do Fluminense. "A gente precisa até do apoio de vocês, quebrar carro, agredir jogador, não pode existir mais", completou.

O atacante ainda lembrou que atos violentos cometidos por membros de torcidas organizadas viraram rotina pela própria impunidade, já que a falta de punições mais severas contra este tipo de torcedor colabora para isso.

"Aqui no Fluminense desde 2009 está assim. Aqui no Brasil é moda. Jogador não está bem, vamos dar porrada. Pode pressionar, vem aqui e vaia. Mas dar porrada, quebrar carro, jogar moeda, pedra, não tem como aceitar esse tipo de situação. Tem de acontecer e tem de ter força do MP (Ministério Público), da imprensa. Vai precisar de quê? Morrer um como aconteceu na Argélia? Não é a organizada, são alguns membros. Eles não me respeitam e eu não respeito a atitude deles", ressaltou Fred, assegurando também que "joga tranquilo com pressão".

"Pode ser perigoso para mim (enfrentar a fúria das organizadas)? Pode, mas como vou conviver com isso? Se eles não estão satisfeitos com os gols, estão no direito deles, pagaram ingresso. Acho que nada é maior do que o clube, nem um jogador, nem um presidente, nem uma diretoria, mas as coisas erradas têm de ser bem claras. Hoje o clube depende desses jogadores e dessa torcida, a gente tem de caminhar juntos. Violência não vou aceitar nunca. Isso afeta o emocional do grupo de uma forma negativa", enfatizou.

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