Frizzo rejeita saída e se exime de culpa no Palmeiras

O vice-presidente de futebol do Palmeiras, Roberto Frizzo, decidiu se afastar dos holofotes desde o último dia 16, quando seu restaurante sofreu um ataque de torcedores logo após a derrota para o Corinthians. Mas, pressionado para deixar o clube, resolveu desabafar nesta terça-feira. Mostrou-se em certo ponto fragilizado, mas tentou passar confiança através das palavras.

DANIEL BATISTA, Agência Estado

25 de setembro de 2012 | 21h05

"Sofro pressão desde o primeiro dia que eu assumi o cargo. A verdade é que muita gente quer o meu lugar, já que comandar o futebol do Palmeiras é o que todo mundo aqui dentro quer fazer. Apesar de toda a pressão, eu não vou deixar o Palmeiras na mão", disse o dirigente, em entrevista à Agência Estado.

Apesar de todas as ameaças e ataque ao seu restaurante, Frizzo garante não ter medo de novas reações da torcida e se apega ao apoio familiar. "Graças a Deus eu tenho a minha família fechada comigo e eles respeitam bastante minhas decisões. Fazer aquilo (ataque ao restaurante) foi um equívoco. O restaurante é uma casa que faz parte da história de São Paulo. São mais de 50 anos desde sua fundação. A clientela se sentiu atingida com tudo que aconteceu. Eu sempre falo que não sou dono do Frevo, eu sou curador".

Enquanto conversava com a reportagem, Frizzo pediu para aguardar alguns segundos, pois tinha acabado de se encontrar com o ex-goleiro Marcos. "Esse merece parar um minuto a conversa para abraçá-lo. Fez muito por nós", disse.

Após a interrupção, Frizzo voltou a desabafar e disse não entender o motivo de tanta pressão, já que segundo ele, não pode ser crucificado pelo momento da equipe. "Eu não me sinto culpado de nada do que está acontecendo. Estou trabalhando normalmente, como sempre fiz. Se não deu certo, foi o time, não o Frizzo. E tenho consciência do que estou fazendo, por isso, jamais me afastaria do clube nesse momento. Fiz parte do grupo campeão da Copa do Brasil. Não dá para achar que agora está tudo errado".

Por fim, ainda explicou porque não viajou com a delegação para a partida contra o Figueirense, em Florianópolis. "Já fui em mais de 100 jogos nestes dois anos em que estamos no comando, mas também não fui em alguns. Não tem nada demais nisso. Existem alguns jogos que, por diversos motivos, eu não posso ir e esse foi um deles. Foi o Antônio (Henrique Silva, diretor financeiro) e ele representou a diretoria", explicou o dirigente, que negou não ter ido por receio de torcida. "Isso é bobagem, Quem tem medo, não pode sair de casa em uma cidade como São Paulo, que anda tão violenta. Minha preocupação é com a violência natural da cidade".

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