Matt Varley|Reuters
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Funcionária que questionou voo da Chape tenta refúgio no Brasil

Celia Castedo Monasterio fez observações sobre o plano de voo

O Estado de S.Paulo

06 de dezembro de 2016 | 08h04

A funcionária da Aasana, agência de administração de aeroportos da Bolívia, Celia Castedo Monasterio chegou na segunda-feira em Corumbá, no Mato Grosso do Sul, e procurou a Polícia Federal e o Ministério Público Federal em busca de refúgio.

A empregada fez cinco observações no plano de voo da aeronave da LaMia que transportava a equipe da Chapecoense de Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, a Medellín, na Colômbia. Entre os itens que Celia questionou estava o fato de o tempo de voo entre as cidades ser igual ao da autonomia de combustível da aeronave, aproximadamente quatro horas e 22 minutos. Ou seja, o avião não teria capacidade para chegar a outro aeroporto em caso de emergência. Contudo, ainda assim, foi dada autorização para a viagem e funcionária foi afastada depois do acidente.

De acordo com o G1.com, Celia procurou o departamento de imigração da PF de Corumbá por volta das 8h nesta segunda-feira acompanhada de seu advogado. Como as atividades ainda não haviam começado, a boliviana foi até o MPF. A procuradora Gabriela Tavares confirmou a presença de Celia e disse que entrou em contato com a sede em Brasília. A boliviana ainda se encontrava no prédio pela noite desta segunda-feira.

Celia não teria autoridade para impedir que o avião decolasse. Tal ordem só poderia ser dada pelo Departamento de Aviação da Colômbia. A boliviana está sendo investigada pelo Ministério Público do país que alega falta de cumprimento de deveres e atentado contra a segurança dos transportes.

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