Hannibal Hanschke / Reuters
Hannibal Hanschke / Reuters

Fundação Cafu anuncia fim das atividades por problemas financeiros

Entidade comandada pelo pentacampeão mundial voltada a projetos de inclusão social funcionou durante 16 anos

Redação, O Estado de S.Paulo

23 de dezembro de 2019 | 17h29

A Fundação Cafu informou nesta segunda-feira que encerrará as atividades por problemas financeiros. A instituição comandada pelo pentacampeão mundial confirmou o fim dos trabalhos em nota publicada no site oficial.

"Já há alguns anos nossa instituição vinha enfrentando alguns problemas, mas os anos de 2018 e 2019 foram muito difíceis, duros. Tanto para a Fundação, como para seu idealizador, Cafu, que está enfrentando uma das maiores perdas de sua vida", escreveu.  Em setembro, Danilo Feliciano de Moraes, de 30 anos, filho mais velho de Cafu, morreu vítima de enfarte. Ele teve um mal-estar súbito enquanto jogava bola na casa da família, em Alphaville, Barueri, durante as comemorações do aniversário da irmã e sofreu uma parada cardíaca.

A entidade ficava situada no Jardim Irene, em São Paulo, bairro onde nasceu Cafu. A Fundação está inscrita na Dívida Ativa da União com mais de R$ 800 mil. No ano passado, funcionários da instituição entraram em greve por causa do atraso de três meses de salários. 

O ex-jogador também enfrenta diversos problemas na Justiça com a penhora de seus imóveis por causa do não pagamento de empréstimos bancários. Os bens foram adquiridos quando ele ainda atuava nos gramados. Desde que parou de jogar, em 2008, Cafu vive com a renda de imóveis alugados. Há mais de 15 imóveis em seu nome e de sua esposa que estão penhorados pelo Tribunal de Justiça. 

"Foram 16 anos de muito trabalho, dedicação e comprometimento com uma causa genuína e verdadeira de alimentar sonhos. Foram centenas de crianças e famílias assistidas. Formamos profissionais, pais e mães de família, jovens de bem", informou a nota.

A Fundação Cafu foi criada para tentar ajudar a população carente da região do Jardim Irene. A tentativa de inclusão social era feita por meio de atividades esportivas e culturais. Segundo o site da instituição mais de 900 pessoas passaram pelo local nesses 16 anos.

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