Fúria e decepção na queda do Vitória

Alambrado quebrado, grama queimada, diretor chamando jogador de "moleque", choro e gozação da torcida adversária. O Vitória viveu seu inferno astral ao ser rebaixado para a Segunda Divisão no domingo. O cenário foi o mesmo Estádio Manoel Barradas em que o mesmo Vitória mandou para a Série B o Palmeiras em 2002. A vítima desta vez foi a própria equipe baiana que precisava vencer a Ponte Preta e perdeu por 2 a 1.Enfurecidos, torcedores derrubaram uma parte do alambrado do estádio pouco antes do encerramento da partida levando a polícia militar a atirar bombas de gás lacrimogêneo. Mas foi a decepção do rebaixamento que provocou mais lágrima nos torcedores. Na saída do estádio alguns queimaram bandeira e camisas e provocaram um pequeno incêndio no gramado de entrada do Barradão.Enquanto isso, o presidente do Vitória Paulo Carneiro, no vestiário descarregava sua raiva no meia Advaldo, a quem xingou de "moleque" conforme testemunha de vários radialistas que esperavam as explicações do técnico Evaristo de Macedo. O veterano treinador foi curto e grosso: "Ocorreu um mar de problemas que nós não conseguimos contornar".Os torcedores pediram a saída do presidente Carneiro pelos erros cometidos nesta temporada. Houve atraso de salários e uma nítida complacência com as duas "estrelas" contratadas para comandar a equipe, o volante Vampeta e o atacante Edilson. Evaristo não deve ficar no próximo ano, mas somente na quinta-feira a direção do clube deve anunciar os planos para 2005.

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