Ricardo Duarte/Inter
Ricardo Duarte/Inter

'Futebol de várzea', diz Arnaldo Cézar Coelho sobre bandeirinha do jogo do Inter

Comentarista afirma que 'nunca tinha visto um lance desse no futebol mundial'

O Estado de S.Paulo

19 de julho de 2017 | 10h19

O comentarista de arbitragem da Rede Globo Arnaldo Cézar Coelho criticou fortemente a atuação do bandeirinha Márcio Eustáquio Santiago no lance do gol do Internacional na vitória por 1 a 0 sobre o Luverdense, terça-feira, pela 15ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro. Para o ex-árbitro, o gol marcado por William Pottker aos 46 minutos do segundo tempo foi legal. 

"Eu nunca tinha visto um lance desse acontecer no futebol mundial. Foi uma precipitação do assistente, grave, porque atrapalhou toda uma jogada que o Inter estava fazendo. O Inter não tem culpa de nada. Ele levanta a bandeira marcando o impedimento erradamente porque o jogador (Pottker) não participava. Ele coloca a mão na cabeça. E o juiz que entendeu a jogada manda seguir porque a jogada era legal. O gol foi legal", disse Arnaldo Cézar Coelho ao canal SporTV.

Em um contra-ataque, Carlos fez o passe e William Pottker, em posição de impedimento, foi para a bola, mas Joanderson chegou antes. O assistente Marco Eustáquio Santiago estava com a bandeira levantada e os jogadores do Luverdense pararam, mas o árbitro mineiro Igor Junio Benevenuto mandou o lance seguir. Joanderson carregou a bola e tocou para Pottker, que completou para o gol aberto.

O lance que gerou muita confusão, inclusive com invasão do presidente Helmute Lawisch, do clube do Mato Grosso, no gramado para discutir com o trio de arbitragem. Os jogadores do Luverdense foram para cima do bandeirinha e a partida ficou paralisada por cerca de 10 minutos. Até ameaçaram não voltar para o jogo, mas após reunião continuaram em campo e jogaram mais dois minutos até o apito final.

 

 

"Esse Eustáquio, eu acompanhei o jogo completo, ele participou do jogo intensamente, entrava em campo para advertir, entrava em campo quando marcava lateral. Acertou em um impedimento difícil, no gol anulado no segundo tempo, assim como teve um gol anulado no primeiro tempo. Inter teve dois gols bem anulados. E fez esse gol, mas não tem culpa de nada. O assistente sim, foi o causador de toda essa lambança. Agiu como se estivesse no futebol de várzea. O futebol brasileiro não pode ter um assistente que se comporta dessa forma. Não pode pertencer ao quadro brasileiro de árbitros", disse Arnaldo Cézar Coelho.

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