Futebol do Fla se separa do resto do clube

Em busca de soluções para acertar o pagamento dos salários dos jogadores, o presidente do Flamengo, Márcio Braga, resolveu declarar independente do clube o Departamento de Futebol. A decisão fará com que uma fração das receitas da agremiação, ainda não calculada, seja destinada exclusivamente para sanar os problemas da equipe. A partir de amanhã, o diretor-técnico Júnior e o diretor-executivo José Maria Sobrinho vão receber um percentual de toda a receita do clube para tentar acabar com a dívida com os jogadores e a comissão técnica. De acordo com o dirigentes, o Flamengo precisa de R$ 3,5 milhões para colocar os salários em dia. Na opinião de Sobrinho, o Rubro-Negro deu um passo importante no projeto de implantação da empresa denomidada S.A Futebol Flamengo, que deverá estar concluído nos próximos 4 meses. "A partir de agora, o Fla-Futebol vai administrar receitas e despesas do futebol rubro-negro, vai buscar recursos, patrocínios, parcerias, projetos", explicou Sobrinho, admitindo a dificuldade na captação de dinheiro para o clube. "Não há mágicas financeiras, mas acreditamos que com essa autonomia e essa gestão teremos mais agilidade no trato das coisas do futebol do clube". Sobre os quase três meses de atraso salarial, Sobrinho prometeu solucionar a questão e disse ter entendido o "protesto" dos jogadores, que, antes do treino de terça-feira, adaptaram o refrão da música "Sorte Grande", da cantora Ivete Sangalo, com o objetivo de cobrar a dívida. "Dinheiro, dinheiro, quero o meu dinheiro", cantaram alguns jogadores, na ocasião. "Ainda esta semana, estaremos pagando prêmios aos jogadores. Na próxima semana, teremos pagamentos relativos a salários em atraso, pois queremos superar este momento delicado o mais rápido possível", afirmou Sobrinho.

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