José Patrício/Estadão
José Patrício/Estadão

Futebol é blindado para crise do São Paulo não atinja o time

Ataíde Gil Guerreiro e Muricy Ramalho tentam minimizar que tiroteio entre Aidar e Juvenal respingue no departamento

Fernando Faro, O Estado de S. Paulo

13 Setembro 2014 | 07h00

Com a troca de tiros entre Carlos Miguel Aidar e Juvenal Juvêncio colocando os bastidores do São Paulo em ebulição, os responsáveis pelo futebol tentam evitar que a crise interna contamine o departamento às vésperas da partida contra o Cruzeiro, que pode selar o destino do clube no Brasileiro.

Existe o temor que o presidente promova uma caça às bruxas para enfraquecer o antigo aliado e demita profissionais que acredite ser ligados a ele. Nesse cenário, dentro do futebol, estão Milton Cruz, auxiliar de Muricy Ramalho, e Gustavo Vieira de Oliveira, gerente executivo de futebol, considerado um dos maiores acertos de Juvenal antes de sua saída, em abril.

Milton só não foi demitido de imediato porque Aidar não queria se indispor com Muricy, mas o auxiliar está longe de ter prestígio com o presidente, que recebeu informações de que ele vazava informações de dentro do CT para a imprensa.

Já Gustavo, sobrinho de Raí, caiu nas graças do vice de futebol, Ataíde Gil Guerreiro, e até mesmo a oposição admite que ele faz um bom trabalho. Um corte sem justificativas plausíveis fatalmente começaria a fazer ruir o projeto de reconstrução do departamento.

Ataíde, por sinal, é um dos responsáveis por blindar futebol e tem evitado o contato com a imprensa para não incendiar ainda mais o já turbulento momento. Muricy, por sua vez, resguarda os jogadores e garante que nada interfere no time.

“Se tivesse outro perfil talvez chegasse, mas sabemos que o comando é centralizado aqui e os jogadores respeitam. É um relógio, que anda certinho, coisa que não acontecia antigamente. Nada interfere, é uma coisa política e não nos envolvemos", explicou o treinador.

Ao menos por enquanto, a expectativa é que os quadros não mudem no futebol, mas a sensação de insegurança é enorme; até funcionários que não estão na linha de frente temem ser alvo de represálias. A diretora de comunicação, uma das duas pessoas demitidas por Aidar para “enxugar gastos”, era extremamente ligada a Juvenal. Outros temem que a política acabe selando seu destino no clube.

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