Futebol se despede da arte de Noronha

Na metade dos anos 40, os torcedores do São Paulo aprenderam a reverenciar o trio Bauer, Ruy e Noronha. Esses craques formavam o que se chamava, na época, de linha média, ?muro? que ficava à frente da dupla de zaga. Eles foram responsáveis por alguns dos melhores momentos da história do clube, como os títulos paulistas de 46, 48, 49. Ruy Campos morreu em 3 de janeiro de 2002. Noronha, domingo, aos 84 anos. Alfredo Eduardo Noronha, gaúcho de Porto Alegre, desfilou sua arte no São Paulo de julho de 1942 a outubro de 1951. Nesse período, conquistou ainda o troféu estadual de 43 e 45, marcou 14 gols e mereceu seguidas convocações para a seleção. Com seus parceiros inseparáveis Bauer e Ruy, jogou contra a Suíça, na segunda rodada da Copa do Mundo de 1950. O jogo foi no Pacaembu, em 28 de junho, e terminou com empate por 2 a 2. Depois, ficou na reserva. Noronha iniciou sua aventura tricolor depois de passar por Grêmio e Vasco. Quando chegou, tinha a fama de marcador implacável e duro. Mas se impôs pela técnica, em uma equipe que tinha ainda ídolos como Luizinho, Sastre, Leônidas, Remo e Teixeirinha. Depois da passagem pelo Morumbi, ainda vestiu as camisas da Portuguesa e do Ipiranga, antes de encerrar a carreira. Também tentou a sorte como treinador na Portuguesa, no Juventus e no São Bento. Noronha era de 25 de setembro de 1918 e morreu na noite de domingo, no Incor, onde estava internado por problemas cardíacos desde o dia 17. O enterro foi nesta segunda-feira.

Agencia Estado,

28 de julho de 2003 | 20h28

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