Nilton Fukuda/Estadão
Nilton Fukuda/Estadão

'Futebol tem hierarquia', diz Julio Cesar após título

Goleiro lembra que a seleção brasileira é pentacampeã mundial e precisa ser respeitada por isso

AE, Agência Estado

30 de junho de 2013 | 22h17

RIO -Eleito o melhor goleiro da Copa das Confederações, Julio Cesar recomeçou em grande estilo a sua retomada como dono da camisa 1 da seleção brasileira. Com a confiança de Luiz Felipe Scolari, ele teve atuação segura na decisão deste domingo, diante da Espanha, no Maracanã, e já havia sido eleito o melhor jogador da semifinal entre Brasil e Uruguai, no Mineirão, em Belo Horizonte, onde agarrou um pênalti batido por Forlán.

E, após o 3 a 0 aplicado pelo Brasil na final, fez questão de lembrar aos espanhóis que o seu país ainda é o maior campeão mundial de todos os tempos e possui a camisa mais pesada do planeta. "Com todo respeito à Espanha, que é uma grande seleção e vem encantando o mundo, futebol tem uma hierarquia e o Brasil é cinco vezes campeão do mundo. Eles respeitam. Não tiveram oportunidade de jogar com o Brasil quando foram campeões. Agora eles sabem que jogar contra o Brasil não é fácil. O mesmo respeito que a gente entrou contra eles, eles vão entrar contra a gente. No Mundial a gente vai ser um adversário que eles vão querer driblar", disse o goleiro.

Fred, autor de dois gols da vitória brasileira neste domingo, também revelou que Carlos Alberto Parreira, hoje coordenador técnico da seleção e antes comandante do tetracampeonato de 1994, foi muito feliz na preleção da decisão deste domingo ao reforçar a importância histórica do time nacional.

"Dava (para esperar o título) porque nossa equipe trabalha muito, tem muito valor. O Parreira falou pra gente na preleção uma das coisas mais certas, que o futebol tem hierarquia e a nossa seleção é a mais vitoriosa do mundo, jogávamos em casa", destacou o goleador.

Julio Cesar, por sua vez, enfatizou que a sua história na seleção brasileira ainda não acabou, sendo que agora ele vive novamente um momento de glória após ter sido um dos destaques negativos do Brasil na traumática eliminação diante da Holanda, nas quartas de final da Copa do Mundo de 2010.

"Venho batendo na mesma tecla, que minha página ainda não fechou. Tem um capítulo em aberto, tem muita coisa para acontecer. Falta um ano pra Copa, que é o sonho maior. Gostaria muito que esse troféu fosse aquele que vamos erguer daqui um ano", disse. "Foi uma experiência maravilhosa pra todos para ver o que vai acontecer daqui a um ano, estádios maravilhosos, torcida apoiando, jogadores, foi tudo perfeito e agora é manter o foco", completou.

O jogador também aproveitou para agradecer a Felipão e Parreira, que apostaram no seu retorno à seleção. "A comissão (técnica) está de parabéns, os jogadores também. Jogar a Copa das Confederações em casa é momento de muita pressão, os jogadores foram espremidos até o último e agora é descansar", encerrou.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.