Futuro da MLS inclui mais jogadores estrangeiros

Liga norte-americana garante que modelo adotado é diferente do sistema inglês, atualmente criticado

Jack Bell, New York Times

20 de março de 2008 | 16h24

A expansão da Major League Soccer - o campeonato norte-americano de futebol - para 15 times no próximo ano (com a entrada de Seattle), passando para 16 times em 2010 (Philadelphia), com a expectativa de expandir ainda mais, são os planos da liga, que procura incluir nos elencos uma quantidade suficiente de jogadores de fora."Nós sabemos que não podemos desenvolver jogadores daqui no escuro, e um integração aqui é o que nós estamos vendo para adiante", disse Ivan Gazids, o comissário da liga, na última segunda-feira durante uma conferência por telefone.Para a temporada de 2008, a 13.ª da liga, que começa no dia 29 de março, a MLS permitiu como oito o número máximo de jogadores estrangeiros para os elencos dos 14 times. Desde novembro, a liga registrou 21 novos jogadores internacionais, incluindo 18 da América Latina."Nós realmente estamos nos adaptando ao modelo desenvolvido pela EPL [regulamento para qualificação profissional de empregados] nos anos 1990, importando jogadores que tornaram melhores os que estão ao redor deles, num sistema melhor do que para os jogadores ingleses", diz Gazidis, se referindo à Premier League, a primeira divisão da Inglaterra.Embora a Premier League, considerado o melhor campeonato de futebol do mundo, tenha crédito por ter melhorado o jogo inglês, os clubes estão sendo criticados por importar jogadores demais em detrimento dos talentos domésticos. O fracasso da Inglaterra neste verão (no hemisfério norte) na classificação para a Eurocopa da Áustria e da Suíça pode atestar isso."Temos muitas opiniões diferentes na Inglaterra sobre como isso teve impacto no desenvolvimento dos jogadores ingleses", diz Gazidis. "Mas o mundo mudou na última década. O fato é que muitas nações no passado não tinham jogadores de altíssimo nível. Agora eles tem uma Copa do Mundo com grandes elencos de jogadores nas divisões de elite das ligas na Europa"."O mundo do futebol está mudando. Isso não significa que a seleção da Inglaterra esteja regredindo ou vai deixar de existir no futuro. No passado, não tínhamos a competição que temos hoje. Isso é parte do resultado de todos os jogadores que construíram o jogo na Inglaterra".Nos Estados Unidos, muitos fãs tem expressado preocupação sobre como a MLS está mudando muito rápido com a importação de talentos e os mais caros jogadores de além-mar; isto tem levado jogadores norte-americanos para o banco e atrasado o desenvolvimento deles. E isso poderia significar para a MLS um destino igual ao cenário que os profissionais ingleses estão vendo como um caminho errado."Nós temos batalhado contra essa maré sem esconder essa realidade e não queremos ter isso nos Estados Unidos - em todas as ligas", ele diz. "Os jogadores norte-americanos estão se beneficiando substancialmente por termos qualidade na nossa liga, aquilo é vibrante. Nosso objetivo primeiro é sermos os melhores do mundo." (tradução de Milton Pazzi Jr.)  

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