Marcio Fernandes/AE
Marcio Fernandes/AE

Futuro de Valdivia no Palmeiras permanece indefinido

Jogador evitou falar de sua situação no clube alviverde em coletiva após sequestro na semana passada

AE, Agência Estado

14 de junho de 2012 | 12h37

SÃO PAULO - Não foi nesta quinta-feira, 14, que o meia Valdivia definiu seu futuro no Palmeiras. Ainda abalado pelo sequestro que sofreu, na quinta passada, o chileno concedeu entrevista coletiva na Academia de Futebol, mas garantiu que ainda está pensando sobre os rumos que tomará na sequência de sua carreira e não confirmou se continuará ou não no time paulista.

"Só posso dizer que é um momento muito ruim para mim. Não estou sendo uma vítima e me aproveitando do momento, meu caráter não é esse. Ainda é muito cedo (para definir a permanência no Palmeiras). Conversei com o César Sampaio (gerente de futebol) e ele me falou para pensar", comentou.

Valdivia e sua esposa, Daniela Aranguiz, foram sequestrados na Avenida Sumaré, zona oeste de São Paulo. Após serem liberados, eles foram para o Chile e lá o meia declarou que não sabia se voltaria a atuar pelo Palmeiras. Daniela inclusive já garantiu que não volta ao Brasil, independentemente da decisão de seu marido.

O jogador relatou que chegou a temer pela vida nas quase três horas que ficou sob domínio do sequestrador, preso na última quarta. "Fiquei quase três horas em terror, sem saber se a pessoa iria nos matar. Foi muito difícil para mim estas horas, quando o sequestrador ameaçou varias vezes tirar nossas vidas. Para mim é difícil achar as palavras certas para explicar. Não é questão de perder um gol ou um pênalti, é questão de estar entre a vida e a morte", afirmou.

Além do medo de morrer, Valdivia lembrou que também temia pela integridade de sua mulher. "Ele falava que já tinha matado, que tinha sido preso e fugido da cadeia. Depois que ele foi preso, soube que ele tinha cometido dois estupros. Quando desci do carro para pegar o dinheiro, ele pegou nos peitos da minha mulher. Eu não sabia disso até chegarmos ao Chile, quando ela me contou. Ficar três horas sem saber se ia viver, e sabendo o que ele fez com ela, dá uma sensação de impotência enorme", apontou.

Ainda traumatizado, Valdivia tenta retomar sua vida aos poucos. Independentemente de qual for sua decisão, o meia fez questão de agradecer o apoio de todos no Palmeiras. "Quero agradecer o apoio do Palmeiras, da maioria dos torcedores e do treinador. Quando fui para o Chile, imediatamente me ligaram para saber como eu estava", disse.

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