Wilton Junior / Estadão Conteúdo
Wilton Junior / Estadão Conteúdo

Gabigol, do Flamengo, virou Gabi: relembre outros 10 jogadores que mudaram seus 'nomes'

Dentinho já foi Bruno Bonfim; lateral-esquerdo do São Paulo, Léo não quer mais ser chamado de Léo Pelé, pela aparência física; e Diego Tardelli, do Atlético-MG, já foi Dinei em campo

Daniel Batista e Raul Vitor, O Estado de S.Paulo

15 de dezembro de 2020 | 09h00

O atacante do Flamengo Gabriel Barbosa decidiu trocar de apelido. Ele abandonou a popular alcunha de artilheiro e pediu para não ser mais chamado de Gabigol. Ele agora é apenas Gabi. Não é a primeira vez que isso acontece nem será a última no futebol. Diferentemente do centroavante rubro-negro, que já havia um apelido consolidado desde sua passagem pelo Santos, e virou referência no Rio na temporada 2019, quando o Fla ganhou Brasileirão e Libertadores, a mudança de nome de atletas no futebol geralmente acontece quando ele está em ascensão. 

Na opinião do professor de marketing esportivo da ESPM, Marcelo Palaia, a mudança de nome pode afetar a marca do jogador e não deveria acontecer com tanta frequência. "O nome de um atleta, assim como de músico, artista, celebridades, são verdadeiras marcas que eles passam a ter durante a carreira. Carregam consigo até o fim. O cuidado com essa marca, com o nome, tem de existir constantemente", ensina o professor. 

Palaia destaca que, caso o jogador seja alguém que já tenha um nome de destaque, a alteração do apelido pode descaracterizar sua marca registrada. "O atleta não pode simplesmente mudar o nome porque achou que é mais bonito ou mais feio, ele começou assim e fica difícil, e estrango, mudar depois. E ainda pode não ter o mesmo reconhecimento que criou ou desenvolveu ao longo de toda sua vida profissional."

Gabigol não é o único que pediu para mudar de nome ao longo da carreira. O Estadão relembra dez jogadores que optaram por fazer a alteração ao longo de suas vidas esportivas no futebol brasileiro. O ex-Corinthians Dentinho, por exemplo, nem sempre foi Dentinho. Lateral-esquerdo do São Paulo, Léo não quer mais ser associado a Pelé pela aparência física. E Diego Tardelli, do Atlético-MG, já foi chamado de Dinei em campo. 

Talvez o caso mais marcante tenha sido de Lucas Moura. O meia, hoje no Tottenham, da Inglaterra, apareceu com destaque na base do São Paulo com o apelido de Marcelinho devido à semelhança com Marcelinho Carioca, ídolo do Corinthians na década de 1990. Justamente pela ligação com o nome de um rival, assim que se firmou no grupo profissional do São Paulo, ele passou a ser chamado de Lucas e foi até apresentado como reforço desta maneira. Relembre esse e outros casos de troca de nome a pedido do próprio atleta.

1. Lucas Moura - Tottenham

Lucas deu seus primeiros passos no futebol na escolinha de Macelinho Carioca. Por esse fato e pela semelhança com o ex-jogador do Corinthians, ele passou a ser chamado de Marcelinho. O apelido durou até 2010, quando o jogador comunicou à imprensa que preferia ser chamado pelo nome de batismo. Desde então, Lucas é Lucas ou Lucas Moura.

2. Dentinho - Shakhtar Donetsk

Dentinho é Dentinho desde as categorias de base do Corinthians, mas por pouco não perdeu a alcunha. Quando subiu para o profissional, o clube decidiu que o atacante dos dentes grandes passaria a ser chamado pelo nome, Bruno Bonfim. Ele aceitou. No entanto, não sabia que a mudança o colocaria em uma seca de gols. Para afastar a má fase, decidiu resgatar o apelido da base e não o largou nunca mais, apesar de ter arrumado os dentes. 

3. Casemiro - Real Madrid

Casemiro é o último nome de Carlos Henrique. Nas categorias de base do São Paulo, o voltante era chamado de Carlão, pelo tamanho avantajado. Mas por opção, o aumentativo de seu primeiro nome não o acompanhou quando ele foi promovido ao profissional do time do Morumbi. Hoje, o Real Madrid poderia contar com o volante Carlão, mas tem Casemiro.

4. Diego Tardelli - Atlético-MG

Diego Tardelli era chamado de Dinei nas categorias de base também do São Paulo. Isso porque, quando criança, o atacante descoloriu o cabelo no intuito de ficar parecido com o ex-jogador do Corinthians, o atacante Dinei. O apelido pegou e assim ele foi chamado até subir para profissional, quando teve de mudar para Diego Tardelli. 

5. Tchê Tchê - São Paulo

O meio-campo do São Paulo Tchê Tchê ganhou esse apelido nas categorias de base do Pão de Açúcar. Quando foi para transferido para a Ponte Preta, preferiu mudar a camisa para seu nome de batismo, Danilo Neves. A decisão não foi dele, mas da diretoria do clube alvinegro. Não deu certo. Após deixar Campinas, Tchê Tchê voltou a ser Tchê Tchê. 

6. Vini Jr - Real Madrid 

O atacante do Real Madrid abreviava apenas o segundo nome até o fim da última temporada. Para 2020-21, optou por "Vini Jr", ao invés de "Vinicius Jr". A mudança veio acompanhada com a numeração de sua camisa, que voltou a ser a 20, usada pelo jogador em sua época de Flamengo. 

7. Gustavo Silva - Corinthians 

O atacante alvinegro ganhou o apelido de "Mosquito" nas categorias de base do Coritiba. Quando chegou ao Corinthians, manteve a alcunha, mas mudou de ideia ao ganhar espaço no elenco. Agora, ele prefere ser chamado pelo nome de batismo, Gustavo Silva, ou apenas Gustavo. Não quer ser Mosquito. 

8. Léo - São Paulo

O lateral-esquerdo do São Paulo Léo, conhecido como Léo Pelé em decorrência das semelhanças físicas com o Rei do futebol, prefere ser chamado apenas pela abreviação do primeiro nome. Segundo ele, carregar o apelido do maior jogador de todos os tempos é um peso que não lhe interessa. Pelé é único e, portanto, ele prefere ser chamado apenas de Léo. 

9. Taffarel - ex-jogador

O ex-goleiro e eterno ídolo da seleção brasileira surgiu como Cláudio e não como Taffarel. Seu primeiro nome foi deixado de lado com o passar dos anos e seu sobrenome ganhou destaque no futebol. Ele foi imortalizado pela voz de Galvão Bueno durante a semifinal da Copa do Mundo da França, em 1998. "Vai que é sua, Taffarel".  

10. Muralha - Coritiba

O goleiro do Coritiba ganhou o apelido de Muralha nas categorias de base do antigo clube Serrano, hoje Prudentópolis FC. Até então, era conhecido pelo nome de batismo, Alex Santana, mas agregou o apelido do preparador de goleiros do clube. Alex era o pupilo de Muralha. E Muralha é um bo apelido para goleiro e zagueiro. 

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