Governo do Estado de São Paulo
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Polícia fecha cassino clandestino com Gabigol, MC Gui e mais de 200 pessoas em SP

Jogador do Flamengo, que se reapresenta nesta segunda-feira, estava escondido embaixo de uma mesa

Redação, O Estado de S.Paulo

14 de março de 2021 | 09h37
Atualizado 14 de março de 2021 | 21h41

O atacante Gabriel Barbosa, do Flamengo, foi flagrado em cassino clandestino na madrugada deste domingo, na Vila Olímpia, bairro nobre na zona sul de São Paulo. A Polícia Civil fechou o estabelecimento de luxo, que funcionava de maneira ilegal, já que jogos de azar são proibidos no Brasil, e encaminhou o jogador e todas as outras pessoas que estavam no local à Delegacia de Crime contra a Saúde Pública, no centro de São Paulo.

Segundo a polícia, havia mais de 200 pessoas jogando. No momento da operação, além de Gabriel, o funkeiro MC Gui também foi encontrado dentro do estabelecimento. O jogador estava escondido embaixo de uma mesa. Os dois, e os outros presentes, incluindo o responsável pelo local e os funcionários, assinaram termo circunstanciado, comprometendo-se a prestar esclarecimentos depois, e foram liberados da delegacia. Não houve prisões.

"Foram conduzidos, na verdade qualificados, por conta da pandemia já para prestar esclarecimento aqui na delegacia, e os funcionários e o responsável pelo local também devem responder por crime contra a saúde pública, jogo de azar e contravenção. Os demais serão ouvidos posteriormente porque senão a gente causaria outra aglomeração aqui", explicou em entrevista à GloboNews Eduardo Brotero, delegado de polícia e supervisor do Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (GARRA).

Além de funcionar de maneira ilegal, o cassino desrespeitou o decreto estadual que proíbe festas e aglomerações durante a pandemia de covid-19. O Estado de São Paulo regrediu à fase vermelha da quarentena, a mais restritiva, desde o último dia 6 de março para tentar frear o avanço da doença.

Os denunciantes informaram à polícia local que o cassino funcionava há algum tempo e que foram gastos mais de R$ 8 milhões com as instalações luxuosas. No evento, várias pessoas não usavam máscara de proteção contra a covid-19 ou vestiam o acessório de forma errada. As denúncias chegaram às autoridades, inicialmente, como festa clandestina. "Ao chegarmos no local, para a nossa surpresa, não se tratava de uma festa clandestina, e sim de um cassino clandestino. Na verdade bastante grande. Com diversas pessoas aglomeradas, se expondo ao contágio novamente", disse Brotero.

A operação contou com uma força-tarefa com agentes da Vigilância Sanitária, Procon-SP, Corpo de Bombeiros e apoio das Polícias Militar, Civil e da Guarda Civil Metropolitana. O caso dever ser investigado pelo Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC). Durante o dia, o local funcionava como funilaria e estacionamento.

O episódio ocorre na véspera da reapresentação dos principais jogadores do Flamengo, que ganharam um período de descanso após a conquista do Campeonato Brasileiro. Nesta segunda-feira, Gabriel e outros nomes importantes do elenco, como Bruno Henrique e Arrascaeta, são aguardados no Ninho do Urubu para a retomada dos treinos. Até o fechamento deste texto, o Flamengo não havia se manifestado.

O Governo do Estado criou um comitê de blitz em conjunto com a Prefeitura de São Paulo para reforçar o trabalho de fiscalização e o cumprimento das restrições previstas na capital. O objetivo é coibir festas clandestinas e aglomerações em estabelecimentos comerciais irregulares.

GABIGOL FALA SOBRE O CASO

O jogador Gabriel Barbosa, do Flamengo, falou na tarde deste domingo sobre o ocorrido. Ele alega que foi convidado por amigos para um jantar e não imaginava que iria para um lugar com aglomeração. O atacante tentou amenizar a situação, dizendo que usava máscara e álcool em gel. Além de não respeitar o distanciamento social recomendável em meio à pandemia de covid-19, o jogador estava em um cassino clandestino, atividade proibida no Brasil.

"Não tenho costume de ir a cassino, a única coisa que eu jogo é videogame. Estava com meus amigos, fomos comer. Quando estava indo embora, a polícia chegou mandando todo mundo ir para o chão. Faltou sensibilidade da minha parte. Era meu último dia de férias, e estava feliz de estar com meus amigos. Faltou sensibilidade. Mas usei máscara, álcool gel... Quando percebi que tinha um pouquinho mais de gente, estava indo embora", afirmou o rubro-negro ao site globoesporte.com. Ao Fantástico, da Rede Globo, Gabigol disse mais. "Se tivesse me escondido, não sairia como foi pedido. Fui para a delegacia. Falei que estava de carro e se poderia ir com o meu. Eles disseram que não. Eu errei, peço desculpas."

Confira nota oficial do DOPE

A Polícia Civil flagrou, na madrugada deste domingo (14), cerca de 150 pessoas em um cassino em pleno funcionamento, na Rua Alvorada, no bairro Vila Olímpia, na zona sul da cidade de São Paulo. O responsável pelo local foi autuado em flagrante.

A ação foi deflagrada por agentes do Departamento de Operações Policiais Especiais (Dope) em um local onde havia aglomeração de pessoas que estariam desrespeitando as normas sanitárias, consumindo bebidas alcoólicas e dedicando-se a todo tipo de jogo.

Os policiais foram até o endereço indicado e flagraram grande quantidade de materiais próprios para jogos de azar, além de notebooks, máquinas de cartão de crédito, máquina contadora de cédulas, documentos, anotações e R$2.300,00 em dinheiro.

Equipes do Instituto de Criminalística (IC) periciaram o local, que também foi lacrado e interditado pelo Secretário Municipal das Subprefeituras de São Paulo. Frequentadores e funcionários foram dispensados por ordem da Vigilância Sanitária, para evitar aglomerações.

O responsável foi autuado e os demais frequentadores serão investigados. A ocorrência foi registrada como infração de medida sanitária preventiva na 1ª Divisão de Investigações sobre Infrações Contra a Saúde Pública (DIISP), do Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC), que prossegue com as apurações, inclusive para apurar crime de jogo ilegal cometido no local.

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