Felipe Rau/Estadão
Felipe Rau/Estadão

Gabriel Jesus aprova a cautela de Oswaldo com ele no Palmeiras

Atacante de 17 anos estreou como profissional neste domingo

PAULO FAVERO, O Estado de S. Paulo

09 Março 2015 | 08h49

Gabriel Jesus estreou entre os profissionais com a camisa do Palmeiras, mas garante que isso é um feito não só para ele, mas para seus amigos e familiares que tanto o incentivaram no começo da carreira. "Tenho muitos amigos em clubes de várzea que me ajudaram. Se fosse falar de todo mundo ficaria até amanhã. E eu tiro o chapéu para minha mãe e meus irmãos que me ajudaram sempre. Eles confiaram em mim, passamos necessidades e eles mantiveram a calma para eu poder correr e demonstrar meu futebol", disse, visivelmente emocionado.

A relação com dona Vera Lúcia vai além do contato entre mãe e filho. Gabriel perdeu o pai faz algum tempo e foi criado por ela. Tanto que garantiu que iria passar o Dia Internacional da Mulher com a pessoa mais especial que tem na vida. "Não tenho nem palavras para descrever minha mãe, é uma rainha e amo muito ela. Tenho a felicidade de poder ver o sorriso dela após eu entrar contra o Bragantino", continuou. "Minha entrada foi um presente para ela."

Um dos momentos que marcam a trajetória do atacante é que sua família segurou as pontas para ele poder treinar. Apesar das dificuldades, a união em casa ajudou o garoto a realizar seu sonho de infância. "Chega uma certa idade que você precisa trabalhar, para ajudar no orçamento, mas eles seguraram as pontas lá em casa. Assim pude ser feliz no Palmeiras."

Gabriel é um fenômeno que ocorre de vez em quando nos grandes clubes. Ele foi artilheiro nas categorias de base, mas mesmo sem estrear no time principal já era xodó da torcida. Tanto que seu nome foi o mais homenageado, ao lado do titular Zé Roberto, quando o locutor do Allianz Parque o anunciou entre os suplentes na partida do último sábado com o Bragantino. "Eu fiquei muito feliz e sou muito grato ao torcedor do Palmeiras por ter esse carinho e pode ter certeza de que vou fazer de tudo para retribuir isso dentro de campo."

O momento mais impressionante foi quando ele arriscou um chute da entrada da área. A bola passou perto e a torcida se levantou. "Quase sai o primeiro gol na estreia. Vou trabalhar. Sou atacante, sei que preciso fazer gols, mas preciso ter tranquilidade", explicou, com a maturidade de um veterano.

Apesar da euforia, o técnico Oswaldo de Oliveira já avisou que ele não será relacionado para o clássico de quarta-feira, contra o Santos, na Vila Belmiro. Mas isso não abala a confiança do garoto, que vai aguardar com paciência a próxima oportunidade de jogar. "O professor Oswaldo sabe o que faz, é uma pessoa muito capacitada, sou grato de trabalhar com ele, é um cara excelente. Confio plenamente no trabalho dele, se está fazendo isso é porque tem um planejamento para mim", conclui o menino, que recebeu muitos elogios do comandante. "Ele tem duas características de craque: coragem e humildade", comentou Oswaldo.

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